sábado, 9 de março de 2019

LAMA JATO É QUINTA COLUNA DOS EUA PARA ENTREGAR PETROBRÁS AOS AMERICANOS


O portal Conjur, o mais respeitado site jurídico do País, revela detalhes do acordo firmado 
entre a força-tarefa da Lava Jato, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos Estados 
Unidos. Em troca dos R$ 2,5 bilhões que serão entregues pela estatal a uma fundação 
capitaneada pela República de Curitiba, chefiada por Deltan Dallagnol, a estatal irá repassar 
informações comerciais sigilosas e suas patentes ao governo norte-americano. Ou seja: a 
Petrobras não é mais brasileira e o Brasil passa a ser oficialmente uma colônia.
247 – O portal Conjur, o mais respeitado site jurídico do País, revela detalhes do acordo firmado 
entre a força-tarefa da Lava Jato, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em 
troca dos R$ 2,5 bilhões que serão entregues pela estatal a uma fundação capitaneada pela República 
de Curitiba, chefiada por Deltan Dallagnol, a estatal irá repassar informações comerciais sigilosas e 
suas patentes ao governo norte-americano. Ou seja: a Petrobrás não é mais brasileira e o Brasil passa 
a ser oficialmente uma colônia. Leia, abaixo, a reportagem do jornalista Fernando Martines, do 
Conjur:
Por Fernando Martines, do Conjur – Ao que tudo indica, a "lava jato" se tornou um canal para o 
governo dos Estados Unidos ter acesso aos negócios da Petrobras. A multa de R$ 2,5 bilhões que 
será desviada do Tesouro para um fundo gerido pelo Ministério Público Federal, na verdade, 
inicialmente seria paga ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ). Em troca do dinheiro 
vir para o Brasil, a Petrobras se comprometeu a repassar informações confidenciais sobre seus 
negócios ao governo norte-americano.
Em troca de dinheiro da Petrobras ficar no Brasil, empresa garantirá aos EUA acesso a informações 
comerciais sigilosas, inclusive patentes, mostram acordos
Tudo isso está previsto no acordo assinado pela estatal brasileira com o DoJ em setembro de 2018
conforme notou reportagem do site Jornal GGN. O acordo diz que a Petrobras pagaria US$ 853 
milhões de multas para que não fosse processada pelos crimes de que é acusada nos EUA. Só que em 
janeiro foi divulgado que boa parte desse dinheiro será enviado ao Brasil — clique aqui para ler o 
acordo, em inglês.
A grande jogada é que o dinheiro deveria ir para o Tesouro. Pelo menos é o que vem decidindo
Supremo Tribunal Federal sobre a destinação das verbas recuperadas pela "lava jato". E o acordo da 
Petrobras com o MPF prevê o depósito do dinheiro numa conta vinculada à 13ª Vara Federal de 
Curitiba e gerido por uma fundação controlada pelo MPF — embora eles jurem que apenas vão 
participar do fundo.
A parte principal do acordo com o DoJ trata das obrigações da estatal brasileira de criar um 
programa de compliance e um canal interno de relatórios de fiscalização. Mas os anexos é que tratam 
do principal: o destino do dinheiro em troca das informações sobre as atividades da Petrobras.
"Os relatórios provavelmente incluirão informações financeiras, proprietárias (de patentes), 
confidenciais e competitivas sobre os negócios (da empresa)", diz uma cláusula do acordo com o 
DoJ.
E a intenção parece mesmo ser transformar dados sobre a estatal em ativos do governo americano: 
"Divulgação pública dos relatórios pode desencorajar cooperação, impedir investigações 
governamentais pendentes ou potenciais e, portanto, prejudicar os objetivos dos relatórios 
requeridos. 
Por essas razões, entre outras, os relatórios e o conteúdo deles são destinados a permanecer e 
permanecerão sigilosos, exceto quando as partes estiverem de acordo por escrito, ou exceto quando 
determinado pela Seção de Fraude e a Secretaria (Office), pelos seus próprios critérios particulares, 
quando a divulgação promoveria o avanço da execução das diligências e responsabilidades desses 
órgãos ou que seja de outra forma requeridos por lei", afirma o termo do acordo. 

A interferência do DoJ vai até o ponto de quem pode ou não ser funcionário e diretor da Petrobras. "A companhia [Petrobras] não irá mais empregar ou se afiliar com qualquer um dos indivíduos envolvidos nos casos desta ação. A companhia deve se engajar em medidas corretivas, incluindo repor seus diretores e a diretoria executiva".

MPF e DoJ
A relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos parece já ser algo maduro. Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais.

O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton.

NSA
Nunca é demais lembrar que o esquema de espionagem internacional de larga escala montado pelo governo dos EUA voltou suas baterias contra o Brasil e, especialmente, a Petrobras.

Documentos divulgados em 2013 por Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), mostraram que as comunicações da ex-presidente Dilma, do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras foram monitoradas pela NSA.

À época, Snowden disse que a espionagem tinha como alvo as tecnologias envolvidas na exploração de petróleo na camada do pré-sal. De acordo com as reportagens feitas pelo jornal The Guardian e pela TV Globo na época, o programa da NSA tinha o objetivo de proteger os EUA de ameaças terroristas. No caso do Brasil, no entanto, os objetivos eram puramente comerciais.

Clique aqui para ler o acordo entre Petrobras e EUA

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