sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Governo da Venezuela mostra provas do plano de golpe no país


Golpe teria sido coordenado pelo coronel da reserva Oswaldo Valentín García Palomo, detido 
em 31 de janeiro em uma operação de inteligência na Venezuela.
POR NOCAUTE
Do Opera Mundi e Telesur
O ministro das Comunicações venezuelano, Jorge Rodríguez, deu uma coletiva de imprensa nesta
quinta-feira (07) na qual apresentou evidências da tentativa de golpe pela direita contra o presidente 
constitucional Nicolás Maduro, com a participação dos governos dos Estados Unidos e da Colômbia.
O ministro revelou que, graças a uma operação de inteligência venezuelana, o coronel reformado 
Oswaldo Valentín García Palomo, que pretendia entrar no país para organizar um golpe militar, foi 
preso.
“O veículo em que García Palomo se mudou para o nosso país (Venezuela) foi posto pela 
inteligência venezuelana”, que conseguiu capturá-lo em 31 de janeiro, segundo os dados oferecidos 
pelo ministro das Comunicações.
O coronel denunciou que os governos dos EUA e da Colômbia apoiaram as ações do golpe, uma em 
maio de 2018 no marco das eleições presidenciais, e outra em janeiro de 2019, que já foi frustrado.
Rodriguez informou que García Palomo coordenou a ação da cidade de Cúcuta, na Colômbia, e 
registrou inúmeros ingressos para Miami, apesar do pedido da Interpol de captura pelo presidente 
Maduro.
Após a sua captura, ele deu inúmeras declarações e, tendo em vista a gravidade de suas confissões, o 
promotor venezuelano aprovou a exibição de parte de suas confissões para a imprensa.
“Esqueça todas essas coisas das operações humanitárias, tudo é uma farsa e uma mentira uma vez 
que a real intenção da administração de Donald Trump, John Bolton, Marco Rubio e Mike Pence, é a 
agressão militar contra a Venezuela”, denunciou.
García Palomo declara sobre seus planos golpistas
Em um material audiovisual, que faz parte da investigação das autoridades venezuelanas, García 
Palomo confessou as operações militares que pretendia conduzir na Venezuela.
Em seu depoimento, o coronel reformado reconhece que entrou em contato com um funcionário da 
Agência Central de Inteligência (CIA) na Colômbia: “Na Colômbia me reuni com Parsifal de Sola e 
um policial nacional daquele país, que me deram apoio”.
“Eles fazem seu trabalho de conexão, militares, amigos deles, que permitem montar um grupo 
importante para realizar a operação militar (…) os dois objetivos principais eram o Carlota e o 
Palácio Presidencial”, acrescentou.
O ex-coronel da Guarda Nacional explicou como seria levado a cabo o ataque contra o presidente 
Nicolás Maduro, ocorrido em 4 de agosto de 2018.
“O ataque perpetrado contra o presidente Maduro teve seu treinamento na Colômbia”, disse ele.
Além disso, ele disse ser Osman Alexis Delgado Tabosky um dos financistas das equipes 
terroristas para realizar o frustrado assassinato contra o presidente Nicolás Maduro.
O ministro Rodríguez disse que, com relação à operação mais recente, o objetivo de derrubar o
presidente Maduro deveria ocorrer em 27 de janeiro, depois em 31 de janeiro e, finalmente, em 3 de
fevereiro, mas as ações foram frustradas.
O fugitivo venezuelano Julio Borges aparece novamente ligado
Em suas declarações, García Palomo mencionou o ex-líder da oposição venezuelana, Julio Borges, 
como um dos principais organizadores dos planos contra o presidente Nicolás Maduro.
“Ele (Borges) disse que estava disposto a fazer qualquer coisa para sair do governo venezuelano. 
Eu disse a ele para contar comigo e que me desse seus contatos militares, um deles foi Fernando 
Albán”, disse García Palomo.
As investigações por parte das autoridades venezuelanas permitiram determinar que, enquanto 
Borges estabelecia as negociações com o governo bolivariano na República Dominicana, estava 
organizando a tentativa de assassinato frustrada contra o presidente Maduro. O ministro Rodríguez 
afirmou que esta é uma das razões pelas quais ele não assinou o acordo político atingido e que 
estabeleceria a base para as eleições presidenciais em maio.
Como parte da equipe que participou da tentativa de assassinato de 2018, García Palomo também 
mencionou o tenente-coronel Carrasco Ovidio Mosqueda, que tinha acesso a informações sobre 
atividades presidenciais e relações de altos funcionários do Governo Bolivariano.
Carrasco Mosqueda também se encontra detido e mencionou Borges como o principal líder da 
tentativa frustrada de assassinato, com quem se encontrou várias vezes.
“Um ataque contra o presidente está chegando, me disse Julio Borges”, disse Carrasco Mosqueda.
Outros envolvidos: atores estrangeiros e fugitivos da Venezuela
Durante a coletiva de imprensa, também apareceram os nomes dos fugitivos da Justiça venezuelana 
Luisa Ortega Díaz, Rafael Ramirez, Miguel Torres, Fernando Albán e o presidente colombiano Juan 
Manuel Santos.
“Este golpe militar gestado por Santos tinha como intenção, violando a Constituição, impedir que a 
população se expressasse nas urnas no domingo de 20 de maio de 2018 (dia em que foram 
realizadas as eleições presidenciais)”, denunciou Rodriguez.

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