sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

APÓS A CANALHICE DA JUISSA, MANIFESTANTES DE SETE ESTADOS VÃO ÀS RUAS POR LULA

Milhares de manifestantes se reuniram em sete estados para protestar contra a condenação do 
ex-presidente Lula (PT) em primeira instância no caso "sítio de Atibaia", proferida um dia 
antes pela juíza Gabriela Hardt; em frente à Superintendência da Polícia Federal, na capital 
do Paraná, os senadores Jaques Wagner (PT) e Humberto Costa (PT) criticaram a sentença de 
Hardt e reforçaram que o ex-presidente é um preso político.
Brasil de Fato - Milhares de manifestantes se reuniram nesta quinta-feira (7) em pelo menos sete
estados do país para protestar contra a condenação do ex-presidente Lula (PT) em primeira instância 
no caso "sítio de Atibaia", proferida um dia antes pela juíza Gabriela Hardt, que substitui Sérgio 
Moro em Curitiba (PR).
Em frente à Superintendência da Polícia Federal, na capital do Paraná, os senadores Jaques Wagner 
(PT) e Humberto Costa (PT) criticaram a sentença de Hardt e reforçaram que o ex-presidente é um 
preso político.
A maior mobilização aconteceu em São Paulo (SP), em frente ao Diretório Nacional do Partido dos 
Trabalhadores (PT).
O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a luta por "Lula livre" e a luta dos 
trabalhadores contra os retrocessos não podem ser dissociadas: "Nós não queremos passar pano em 
nada. Mas nós queremos imparcialidade, nós queremos justiça. Queremos que toda decisão de um 
juiz seja baseada em provas, e não em convicções", acrescentou.
Apoio popular
A assistente social Zelma Sanches não é filiada a nenhum partido, mas decidiu participar do ato 
político porque considera injustas as duas condenações de Lula no âmbito da Lava Jato: "Eu quero a 
liberdade do Lula, o melhor presidente que o país já teve. Um presidente que lutou pelo pobre, que 
deu condição para o pobre estudar, que levou luz para todos no Nordeste, no país inteiro. Não se 
pode condenar uma pessoa pela reforma de um sítio onde nada foi provado".
A professora Maria Cristina Silva Santos, que cursou pedagogia pelo Prouni graças ao governo Lula, 
entende que a estratégia de perseguição é evidente para quem acompanha o noticiário político. "É 
óbvio, é nítido que faz parte de uma armação para destruir quem tanto deu força para o povo 
brasileiro".
Márcia Fukelmann é chef de cozinha e renovou sua filiação ao PT nesta quinta-feira, simbolizando a 
confiança no ex-presidente um dia após a sentença condenatória. "Isso tem que tomar um volume 
maior. Nossa voz tem que ser ouvida. A gente tem que recuperar essa força", disse. Por outro lado, a 
militante petista expressa preocupação com a soma das penas. "Ele tem 73 anos. Com duas 
condenações, é como uma prisão perpétua", lamenta.
Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses pela juíza Gabriela Hardt na última quarta-feira (6). A 
defesa pode recorrer da decisão.
Também foram registrados atos políticos em apoio ao ex-presidente em Porto Alegre (RS), 
Florianópolis (SC), Palmas (TO), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Cuiabá (MT).

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