
O rombo na previdência das Forças Armadas foi o que mais cresceu no último ano, de acordo
com dados oficiais do próprio governo; a equipe econômica chefiada por Paulo Guedes defende
a inclusão dos militares na proposta de reforma da Previdência, sobretudo porque o presidente
eleito Jair Bolsonaro é da categoria e deveria "dar o exemplo" ao pedir "sacrifício" à
população com regras mais exigentes para a previdência.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "o déficit na previdência dos militares até
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "o déficit na previdência dos militares até
novembro de 2018 subiu 12,85% em relação ao mesmo período de 2017, de R$ 35,9 bilhões para R$
40,5 bilhões. Nesse período, as receitas somaram R$ 2,1 bilhões, enquanto as despesas, R$ 42,614
bilhões.
Enquanto isso, o déficit dos servidores civis da União somou R$ 43 bilhões até novembro do ano
passado, alta de 5,22% em relação a igual período de 2017. Já o rombo no INSS subiu 7,4% na
mesma base de comparação (os valores são todos nominais)."
A matéria prossegue: "militares da reserva e reformados das Forças Armadas ganham em média, por
mês, R$ 13,7 mil de benefício.
O gasto médio com os pensionistas militares foi de R$ 12,1 mil. Aposentados e pensionistas civis da
União custaram R$ 9 mil mensais em 2018, enquanto no INSS, o benefício médio é de R$ 1,8 mil
mensais. Em auditoria recente, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que 55% dos
militares das Forças Armadas se aposentam entre os 45 anos e os 50 anos de idade. O número revela
grande disparidade com o INSS e até mesmo com o regime de servidores públicos civis da União,
em que as concessões de aposentadoria se concentram entre 55 e 65 anos."
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