terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O CASEBRE DO MOTORISTA CAIU!, MOTORISTA BOLSOMÍNIMO RECEBIA E SACAVA. ERA VAPT-VUPT!


Olha onde mora o assessor de R$ 1,2 milhão! Folha revela 
também que depósitos eram "em espécie"! Êpa!
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que movimentou R$ 1,2 
milhão, vive em casa simples na Taquara
Ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) e citado em relatório do Coaf por conta da 
“movimentação atípica" de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, o policial militar Fabrício José Carlos 
de Queiroz mora em uma casa simples e sem pintura externa, em um beco no bairro da Taquara, na 
Zona Oeste do Rio.
Na viela onde Queiroz mora com a mulher, Márcia Aguiar, os imóveis são colados uns aos outros. 
No beco há varais improvisados do lado de fora das casas, fios emaranhados e canos aparentes. Na 
casa de Queiroz, um adesivo rasgado com as fotos do presidente eleito Jair Bolsonaro e de seu filho 
Carlos, vereador no Rio, está colado na fachada. No segundo andar, que tem a laje sem revestimento, 
tapetes secavam no parapeito ainda sem janela.
No portão que dá acesso ao conjunto de aproximadamente 70 casas, distribuídas em uma rua mais 
larga e vielas, há um aviso de que a área é monitorada 24 horas.
O GLOBO esteve na segunda-feira na residência de Queiroz, mas não encontrou nem ele e nem a 
mulher, Márcia. Vizinhos confirmaram que o casal vive na casa. (...)
Saques de ex-auxiliar de Flávio Bolsonaro ocorriam após 
depósitos de valor similar
Os maiores saques feitos em 2016 pelo policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador 
eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), foram precedidos, geralmente na véspera, de depósito de valores 
de mesmo patamar.
Essa movimentação é característica de uma conta de passagem, na qual o real destinatário do valor 
creditado não é o seu titular. O uso de dinheiro em espécie nas duas pontas da operação reforça esse 
indício.
Queiroz foi citado num relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) como 
tendo apresentado uma movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em 2016. O alerta se deve 
tanto ao volume como à forma com que as transações foram feitas. O documento, contudo, não é o 
suficiente para apontar algum ato ilegal.
O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou uma investigação criminal sigilosa com base no 
relatório, que cita membros do gabinete de 22 deputados estaduais --entre eles Flávio Bolsonaro.
Do total movimentado, R$ 324,8 mil se referem a saques e R$ 216,5 mil a depósitos em espécie --os 
demais valores são transferências identificadas, entre outras operações.
Dos 176 saques realizados pelo policial militar naquele ano, 50 foram de valores acima de R$ 2.000. 
Apenas um, contudo, superou os R$ 10 mil, no qual a comunicação ao Coaf é automática.
Na maioria desses casos, o saque foi precedido de um depósito em espécie de valor em patamar 
semelhante. Nenhum, contudo, acima dos R$ 10 mil.
Nos dias 16 e 17 de fevereiro, por exemplo, Queiroz fez três saques de R$ 5.000 cada um, 
totalizando R$ 15 mil. O movimento foi acompanhado de cinco depósitos em espécie feitos em sua 
conta entre os dias 15 e 17 de fevereiro, que somam R$ 15,3 mil.
Movimento sincronizado também ocorreu em junho, quando nos dias 14 e 15 ele fez dois saques de 
R$ 5.000, tendo recebido no mesmo período em depósito de dinheiro vivo R$ 13,2 mil.
A ocorrência desses saques maiores mantém como padrão o fato de ocorrerem poucos dias após 
depósito em espécie de patamar semelhante. Em 35 dos 50 casos de retiradas acima de R$ 2.000, 
depósito acima do mesmo valor ocorreu até um dia antes --algumas vezes, no mesmo dia. 
Ampliando o intervalo entre o depósito e o saque para três dias, a sincronia se repete em 40 dos 50 
maiores saques de Queiroz.
A correlação entre depósitos em dinheiro vivo e saque imediato também fica evidenciado em 
dezembro, quando o total sacado aumenta muito, assim como a entrada de dinheiro vivo.
No último mês do ano, por 12 vezes ele fez retiradas de dinheiro vivo acima de R$ 2.000, num total 
de R$ 58 mil. O volume de entrada também cresce e alcança R$ 41,6 mil distribuído em oito 
depósitos em espécie.
Procuradores, policiais federais e auditores fiscais afirmam que o uso de dinheiro vivo em transações 
bancárias costuma ter como objetivo ocultar o destinatário ou remetente dos recursos. A prática 
dificulta a identificação dos responsáveis pelas transações.
Uma das hipóteses já levantadas é de que o policial militar fosse o responsável por recolher uma 
parcela dos salários de assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro --sete aparecem no relatório 
transferindo recursos a Queiroz.
Essa é uma prática comum no Legislativo, embora ilegal. Os recursos arrecadados podem tanto 
servir para campanhas políticas como para entrega ao titular do gabinete, entre outras possibilidades. 
(...)

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