
Oposição consegue não dar quórum!
Por Ana Luiza De Carvalho, no Congresso em Foco:
O Projeto de Lei 7180/14, conhecido como Escola sem Partido, não será votado neste ano. O
presidente da comissão especial que analisa a matéria na Câmara, Marcos Rogério (DEM-RO),
encerrou a discussão desta terça-feira (11) e afirmou que não convocará mais reuniões em 2018.
A razão foi a falta de quórum para votação, mas Marcos Rogério já havia tentado votar o relatório
A razão foi a falta de quórum para votação, mas Marcos Rogério já havia tentado votar o relatório
sobre o projeto em outras sete reuniões – sempre em meio a muito tumulto e discussões ásperas, a
comissão também vinha sendo frequentemente interrompida pelo começo da ordem do dia no
plenário, nos termos do regimento interno. Mas, de fato, faltou quórum mais uma vez: o número
máximo de parlamentares presentes foi de 12, quando deveria chegar a 16 para permitir o início da
votação.
Marcos Rogério admitiu que o arquivamento será uma “vitória da oposição”, mas acrescentou, em
tom de ironia que a situação é resultado das "muitas tarefas" que os deputados favoráveis ao projeto
possuem.
"Se esse projeto não será votado nessa legislatura é por consequência da falta de compromisso dos
"Se esse projeto não será votado nessa legislatura é por consequência da falta de compromisso dos
deputados que são favoráveis à matéria, porque a oposição chega aqui cedo, senta e fica sentada,
ouvindo, debatendo e dialogando", reclamou o deputado
"Quem está sepultando o projeto nessa legislatura não é a oposição", finalizou.
Na próxima legislatura, o projeto pode ser desarquivado. Mas, para o presidente da comissão, o texto
"Quem está sepultando o projeto nessa legislatura não é a oposição", finalizou.
Na próxima legislatura, o projeto pode ser desarquivado. Mas, para o presidente da comissão, o texto
atual do Escola sem Partido seria o ideal.
"Acho que o texto que estamos a deliberar seria muito mais equilibrado, muito mais coerente",
"Acho que o texto que estamos a deliberar seria muito mais equilibrado, muito mais coerente",
afirmou. A ministra nomeada dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que o projeto “é
prioridade” para o próximo governo. O ministro indicado para a pasta da Educação, concordou que a
questão é “providência fundamental”.
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