
O STF de Toffoli vai confirmando sua pequenez. Toda a
conversa fiada sobre o risco de “libertar milhares de presos”,
de fato, reduz-se ao perigo de libertar um único preso, um
homem de 72 anos: Lula. Toda esta história de prisão com
decisão de 2a. instância tem a marca do ódio ao Lula. Revogou,
no finalzinho de 2016, já de olho no que fariam a Lula, a regra
vigente de que prisão. Adiou, vergonhosamente como não cessa
de reclamar Marco Aurélio Mello o julgamento do recurso a
esta absurda decisão. Não há, ali no STF, nenhum “bobo”.
Marco Aurélio Mello deu a liminar sabendo que Toffoli a
revogaria, mesmo sendo isso um atropelo às tradições do STF.
E a deu porque Toffoli descumpriu a promessa de colocar em
votação, assim que passadas as eleições, a votação das
cautelares que revogariam a regra da prisão antes do trânsito
em julgado. Um dia depois “temos tempo” de Toffoli, Marco
Aurelio deu a liminar como que a reagir: “terás tempo, mas
terás também desgaste”. Certamente não diante da mídia, que
aplaudirá como demonstração de independência o fato de
Toffoli prestar-se ao papel de algoz de seu ex-patrono, o
homem sem o qual seguiria sendo um obscuro advogado
eleitoral.
Fabrício Queiroz é amigo pessoal de Jair Bolsonaro há 34 anos. Quase um irmão. Tanto é assim que
sempre ocupou postos destacados na decolagem da turma do capitão.
Queiroz foi pilhado em operações incompatíveis com seus vencimentos. Sempre vinculadas a
Queiroz foi pilhado em operações incompatíveis com seus vencimentos. Sempre vinculadas a
rendimentos ligados a pagamentos destinados a servidores dos diversos gabinetes parlamentares da
“famiglia”. A documentação é farta, e inclui até um cheque para a futura “primeira-dama”.
Nesta quarta-feira (19/12), após duas semanas do estouro do escândalo, estava programado o
Nesta quarta-feira (19/12), após duas semanas do estouro do escândalo, estava programado o
depoimento do personagem. O sujeito não apareceu. Segundo a defesa, teve “uma crise inesperada
de saúde”. Qualquer semelhança com as sucessivas ausências na Justiça do coronel “laranja” Lima,
operador de Michel Temer, sempre alegando doenças, não parece ser coincidência, concorda?
As justificativas da “famiglia” Bolsonaro diante do escândalo nem merecem ser comentadas. Por um
motivo simples: não existem. O capitão da turma diz que não tem nada a ver com isso. Os três filhos
patetas, idem. Preferem mudar de assunto.
Ocorre que o tema faz parte do tripé sobre o qual Jair Bolsonaro se apoiou para fraudar as eleições.
Ocorre que o tema faz parte do tripé sobre o qual Jair Bolsonaro se apoiou para fraudar as eleições.
Combate à corrupção, retrocesso nos costumes e segurança pública. Não se conhece um tripé que se
apoie em duas pernas. Ainda mais quando as outras duas também não param em pé.
Todos os indícios apontam para uma situação incontestável: a famiglia prestes a ocupar o Planalto
Todos os indícios apontam para uma situação incontestável: a famiglia prestes a ocupar o Planalto
não passa de um grupo de (...), de (...) do dinheiro público. Só não (...) mais é porque não havia mais
o que (...) na condição de parlamentares medíocres que sempre foram. No Planalto, porém, o (...) é
bem maior. É fácil imaginar os planos da (...).
Chega a ser impressionante a subserviência da mídia gorda diante de tudo isso. Trata a posse da
“famiglia” como algo normal. Esconde que o eleito é produto de um pleito comprovadamente
fraudado, fato aliás documentado por veículos dessa própria mídia. Deixa em segundo plano a
estratégia de liquidação em regra da economia brasileira, direitos do povo e soberania nacional,
orquestrada por um astrólogo e pelo especulador Paulos Guedes, ele mesmo acusado de se apossar
de dinheiro público em suas transações privadas.
Serão tempos difíceis. Mas o jogo não está jogado. O povo tem chances de vitória, se a oposição
algum dia decidir entrar em campo.
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