quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

NEM PRECISAVA MANDAR UM SOLDADO E UM CABO... PARA O TOFFOLI UM MOTORISTA TERIA SIDO SUFICIENTE


O STF de Toffoli vai confirmando sua pequenez. Toda a 
conversa fiada sobre o risco de “libertar milhares de presos”, 
de fato, reduz-se ao perigo de libertar um único preso, um 
homem de 72 anos: Lula. Toda esta história de prisão com 
decisão de 2a. instância tem a marca do ódio ao Lula. Revogou, 
no finalzinho de 2016, já de olho no que fariam a Lula, a regra 
vigente de que prisão. Adiou, vergonhosamente como não cessa 
de reclamar Marco Aurélio Mello o julgamento do recurso a 
esta absurda decisão. Não há, ali no STF, nenhum “bobo”. 
Marco Aurélio Mello deu a liminar sabendo que Toffoli a 
revogaria, mesmo sendo isso um atropelo às tradições do STF. 
E a deu porque Toffoli descumpriu a promessa de colocar em 
votação, assim que passadas as eleições, a votação das 
cautelares que revogariam a regra da prisão antes do trânsito 
em julgado. Um dia depois “temos tempo” de Toffoli, Marco 
Aurelio deu a liminar como que a reagir: “terás tempo, mas 
terás também desgaste”. Certamente não diante da mídia, que 
aplaudirá como demonstração de independência o fato de 
Toffoli prestar-se ao papel de algoz de seu ex-patrono, o 
homem sem o qual seguiria sendo um obscuro advogado 
eleitoral.
Fabrício Queiroz é amigo pessoal de Jair Bolsonaro há 34 anos. Quase um irmão. Tanto é assim que
sempre ocupou postos destacados na decolagem da turma do capitão.
Queiroz foi pilhado em operações incompatíveis com seus vencimentos. Sempre vinculadas a 
rendimentos ligados a pagamentos destinados a servidores dos diversos gabinetes parlamentares da 
“famiglia”. A documentação é farta, e inclui até um cheque para a futura “primeira-dama”.
Nesta quarta-feira (19/12), após duas semanas do estouro do escândalo, estava programado o 
depoimento do personagem. O sujeito não apareceu. Segundo a defesa, teve “uma crise inesperada 
de saúde”. Qualquer semelhança com as sucessivas ausências na Justiça do coronel “laranja” Lima, 
operador de Michel Temer, sempre alegando doenças, não parece ser coincidência, concorda?
As justificativas da “famiglia” Bolsonaro diante do escândalo nem merecem ser comentadas. Por um 
motivo simples: não existem. O capitão da turma diz que não tem nada a ver com isso. Os três filhos 
patetas, idem. Preferem mudar de assunto.
Ocorre que o tema faz parte do tripé sobre o qual Jair Bolsonaro se apoiou para fraudar as eleições. 
Combate à corrupção, retrocesso nos costumes e segurança pública. Não se conhece um tripé que se 
apoie em duas pernas. Ainda mais quando as outras duas também não param em pé.
Todos os indícios apontam para uma situação incontestável: a famiglia prestes a ocupar o Planalto 
não passa de um grupo de (...), de (...) do dinheiro público. Só não (...) mais é porque não havia mais 
o que (...) na condição de parlamentares medíocres que sempre foram. No Planalto, porém, o (...) é 
bem maior. É fácil imaginar os planos da (...).
Chega a ser impressionante a subserviência da mídia gorda diante de tudo isso. Trata a posse da 
“famiglia” como algo normal. Esconde que o eleito é produto de um pleito comprovadamente 
fraudado, fato aliás documentado por veículos dessa própria mídia. Deixa em segundo plano a 
estratégia de liquidação em regra da economia brasileira, direitos do povo e soberania nacional, 
orquestrada por um astrólogo e pelo especulador Paulos Guedes, ele mesmo acusado de se apossar 
de dinheiro público em suas transações privadas.
Serão tempos difíceis. Mas o jogo não está jogado. O povo tem chances de vitória, se a oposição 
algum dia decidir entrar em campo.

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