
O jornalista Bernardo Mello Franco faz uma metáfora do governo Bolsonaro, aproveitando a
deixa do presidente eleito sobre índios e zoológico. Ele diz: "é exótica a fauna que habitará o
Planalto a partir de 2019. O governo de Jair Bolsonaro vai reunir pavões, gorilas e outros
bichos. Mello Franco contextualiza: "Bolsonaro não chega a repetir Manuel da Nóbrega. No
século XVI, o padre dizia que 'índios são cães em se comerem e matarem e são porcos nos
vícios e na maneira de se tratarem'.". Mas deixa claro que o comentário tem muito a ver com o
próprio governo de transição.
Em artigo publicado no jornal O Globo, Mello Franco destaca que "as palavras são outras, mas a
visão parece a mesma. Para o presidente eleito, o índio é comparável a um animal. Se quiser ser 'um
ser humano igual a nós', tem que abandonar seu território e migrar para a periferia das cidades. O
discurso soa como música para ruralistas, grileiros e mineradores, todos ansiosos para explorar as
terras protegidas."
O jornalista diz: "Bolsonaro não esconde o que pretende. 'No que depender de mim, não tem mais
O jornalista diz: "Bolsonaro não esconde o que pretende. 'No que depender de mim, não tem mais
demarcação de terra indígena', disse, no mês passado. A ameaça tem alvo certo. Segundo a Funai, o
país tem 130 territórios em processo de demarcação. Outros 115 estão em estudo."
E co-enuncia a fala da deputada eleita - a primeira indígena mulher a ser eleita deputada federal -
E co-enuncia a fala da deputada eleita - a primeira indígena mulher a ser eleita deputada federal -
Joenia Wapichana: "a demarcação das terras e a proteção dos povos indígenas estão amparadas na
Constituição. São deveres do Estado, não dependem da vontade de nenhum governo".
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