Foto: Pedro Calado/SMA/Divulgação.
É um facínora anunciado, justamente para uma área em que, toda a semana, crimes são cometidos.
Duvida?
O tal Movimento Endireita Brasil, que ele preside, ofereceu R$ 1 mil para quem fosse a um restaurante em São Paulo, onde estava Ciro Gomes, fizesse hostilidades a ele e repassasse o vídeo.
O seu número de candidato, pelo Novo, era 3006, mas ele o grafava 30.06, calibre de uma bala – ironicamente chamada Springfield, a imaginária cidade de Homer Simpson – utilizada até alguns anos atrás pelo Exército norte-americano e também nas metralhadoras Browning.
Em seus panfletos e memes fazia um simulacro de “powerpoint” onde sugere que esta bala deveria ser usada para resolver os “problemas” do campo: o roubo de gado, os bandidos, os javalis e…os sem-terra.
Os pobres, para o ministro indicado, se igualariam aos javalis por serem porcos ou por serem pragas?
Num país sério, Ricardo Salles deveria estar respondendo por apologia do crime. Até o seu próprio partido fez um comunicado dizendo que “reprovava” mensagens com “insinuação ou apologia à violência”
É o tipo do sujeito que não pode ir a qualquer fórum ambiental sem despertar ojerizas.
No Brasil de Bolsonaro, Ricardo virou ministro.
Cruzamos a motosserra com o fuzil.
Nota do Observatório do Clima sobre o futuro ministro.
O ruralista Ricardo Salles, indicado por Jair Bolsonaro para chefiar o que sobrar do Ministério do Meio Ambiente a partir de 2019, é o homem certo no lugar certo. O presidente eleito, afinal, já deixou claro que enxerga a agenda ambiental como entrave e que pretende desmontar o Sistema Nacional de Meio Ambiente para, nas palavras dele, “tirar o Estado do cangote de quem produz”. Nada mais adequado do que confiar a tarefa a alguém que pensa e age da mesma forma.
Salles, ex-diretor da Sociedade Rural Brasileira, promoveu o desmonte da governança ambiental do Estado de São Paulo quando foi secretário de Meio Ambiente Geraldo Alckmin. Ele é réu na Justiça paulista por improbidade administrativa, acusado de ter alterado ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental – algo que o presidente e o ministro Sergio Moro, ciosos de um gabinete de probos, precisarão explicar a seus eleitores.Ao nomeá-lo, Bolsonaro faz exatamente o que prometeu na campanha e o que planejou desde o início: subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o MMA deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura.
O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities.
Nenhum comentário:
Postar um comentário