domingo, 9 de dezembro de 2018

ASSASSINATOS: MST LIGA MORTES DE MILITANTES A PROPAGANDA VIOLENTA DE BOLSONARO


Líder nacional do MST, João Pedro Stédile atribuiu neste domingo 9 a execução dos dois 
militantes do movimento na Paraíba ao "resultado da propaganda de violência e impunidade 
que o capitão neofascista fez durante a campanha"; "Esperamos que a violência não prospere. 
Nossa solidariedade às famílias dos companheiros assassinados", afirmou; Bolsonaro já disse 
que quer tipificar ações do MST e do MTST "como terrorismo" e defendeu, num discurso, que 
"matem esses vagabundos do MST".
247 - O líder nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro 
Stédile, atribuiu neste domingo 9 a execução de dois militantes do movimento na Paraíba, José 
Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino, ao discurso de violência propagado pelo presidente eleito, 
Jair Bolsonaro (PSL), contra movimentos sociais e pessoas de esquerda durante a campanha.
"A execução dos dois militantes do movimento na Paraíba é resultado da propaganda de violência e 
impunidade que o capitão neofascista fez durante a campanha. Esperamos que a violência não 
prospere. Nossa solidariedade às famílias dos companheiros assassinados. #Mataram2SemTerra", 
postou Stédile em sua conta no Twitter.
Na noite deste sábado 8, ele havia publicado a notícia: "Dois trabalhadores rurais do MST, Orlando e 
Rodrigo, foram assassinados no acampamento Dom José Maria Pires, em Mata Redonda, na Paraíba. 
A informação que recebemos é que homens encapuzados invadiram o acampamento e executaram os 
dirigentes políticos do movimento".
A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), repudiou o ato de violência e foi até a 
Paraíba para participar do velório dos militantes assassinados. "Importante evidenciar e denunciar 
todo e qq tipo de violência ao Brasil e ao mundo. Peço q utilizem suas redes sociais, canais de 
comunicação p/ divulgarem o ato de hj e a violência contra MST. Tristeza", publicou Gleisi.
Por volta de 16h, ela escreveu ainda que Bolsonaro assumirá a presidência com as "mãos sujas de 
sangue" por conta das execuções. "A execução dos 2 companheiros do MST na PB é muito grave. A 
violência contra lideranças sociais deve crescer no Brasil, mesmo antes da posse de Bolsonaro, q 
assumirá com as mãos sujas de sangue e a moral suja por mentiras e fraudes. Denunciaremos e 
resistiremos!".
Em sua conta no Twitter, ela relembrou declarações já feitas pelo presidente eleito contra o MST. 
"Queremos tipificar as ações do MST e do MTST como terrorismo", disse ele durante a campanha
"Quero que matem esses vagabundos do MST", discursou em Vitória (ES) em novembro do ano 
passado, quando afirmou também que "a propriedade privada é sagrada".

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