quarta-feira, 10 de outubro de 2018

PAULO GUEDES, O CAIXA DE BOLSONARO, É INVESTIGADO SOB SUSPEITA DE FRAUDE


O Ministério Público Federal (MPF) acusa o economista Paulo Guedes, guru de Jair Bolsonaro 
(PSL), de se associar a executivos para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de 
estatais; em seis anos, ele captou R$ 1 bilhão em operações suspeitas; um procedimento 
investigativo criminal ainda apura se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou 
temerária; Guedes também é investigado por possível emissão de títulos sem lastros para 
negociar recursos de sete fundos; ao mesmo tempo, programa de governo bolsonarista e 
eventuais ministros cogitados têm como um dos eixos o benefício à empresa de investimentos 
do 'Posto Ipigranga'.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo nomeia as entidades supostamente fraudadas por Paulo 
Guedes: "entre as entidades estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e 
Postalis (Correios), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de 
Desenvolvimento Econômico e Social). As transações foram feitas a partir de 2009 com executivos 
indicados pelos dois partidos adversários da chapa Bolsonaro, os quais são investigados atualmente 
por desvio de recursos dos fundos".
A matéria destaca que "para o MPF, há "'relevantes indícios de que, entre fevereiro de 2009 e junho 
de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão e da sociedade por ações BNDESPar' se 
consorciaram 'com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes, controlador do Grupo HSM'. A 
intenção seria a de cometer 'crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e 
emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias'."
Não é só. Paulo Guedes preparou um programa de governo à medida para favorecer sua empresa, a 
Bozano Investimentos. Todas as áreas em que investe a empresa são beneficiadas pelas propostas do 
"Posto Ipiranga" de Bolsonaro.
Uma das áreas-foco da Bozano é a educação. Nos diversos fundos da Bozano, há oito empresas de 
educação. A maioria delas explora a educação à distância online ou redes de universidades, informa 
a reportagem de Rodrigo Matos. Enquanto Guedes fatura com educação à distância, a principal 
proposta de Bolsonaro para educação é... prioridade total para educação à distância, inclusive para o 
ensino fundamental. São oito empresas na área educacional que têm a Bozano como sócia, sendo três 
delas com foco em educação à distância: Q Mágico, plataforma de ensino digital, Wide, que produz e 
gerencia conteúdos digitais, e a Passei Direto, rede social para universitários. As outras têm também 
segmentos voltados à educação à distância.
O assunto sequer é tratado com discrição. No programa de Bolsonaro, há uma defesa enfática da 
educação à distância: "deveria ser vista como um importante instrumento e não vetada de forma 
dogmática. Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias 
dificultam ou impedem aulas presenciais". Sua defesa da educação à distância é ampla para todos os 
níveis. Em entrevista, o candidato reforçou a ideia e ainda pregou a redução do investimento em 
universidades públicas: "Vamos tirar mais recursos de cima (universidade), e jogar mais no ensino 
infantil, fundamental", disse à Globonews (leia aqui).
Para completar, se dá como certo no bastidor bolsonarista que o ministro da Educação dos sonhos da 
campanha é ninguém menos que Stravos Xanthopoylos, da Associação Brasileira de Educação à 
Distância e braço direito de Guedes. Só business, sem pudor algum.

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