domingo, 9 de setembro de 2018

BRASIL SOB TUTELA: DEPOIS DO GEN. FAKE VICE DE BOLNOSSAURO, AÍ VEM VILLAS BOAS AMEAÇANDO O BRASIL

"O pior cenário é termos alguém sub judice, 
afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da 
Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando 
estabilidade e a governabilidade do futuro 
governo e dividindo ainda mais a sociedade 
brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a 
todos", disse o general Villas Bôas, chefe das 
Forças Armadas; segundo ele, a decisão do Comitê 
de Direitos Humanos da ONU, que garante os 
direitos políticos de Lula, representa 'invasão da 
soberania nacional'; ele também afirmou que Jair 
Bolsonaro não é o 'candidato dos militares'

Jornal GGN - Em entrevista ao Estado de 
S.Paulo, o comandante do exército, general 
Eduardo Villas Bôas, afirma que o próximo 
presidente eleito poderá "ter sua legitimidade 
questionada", após se referir ao atentado contra 
o deputado e candidato pelo PSL ao Planalto, Jair 
Bolsonaro. O militar disse que o ataque foi 
"a materialização das preocupações" que já 
vinham antevendo, de "acirramento" de 
"divergências, que saíram do nível político e já 
passaram para o nível comportamental das 
pessoas", pontuando que o quadro resultará em 
"dificuldade para que o novo governo tenha uma 
estabilidade" para governar, daí prosseguindo com a fala de que o novo dirigente do país 
poderá ter sua legitimidade questionada.  
"Por exemplo, com relação a Bolsonaro, ele não sendo eleito, ele pode dizer que 
prejudicaram a campanha dele. E, ele sendo eleito, provavelmente será dito que ele foi 
beneficiado pelo atentado, porque gerou comoção. Daí, altera o ritmo normal das coisas e 
isso é preocupante", completou sua explicação. 
O comandante do Exército acredita que o atentado levou a um choque da população e 
espera que, diante do susto, a situação de harmonize, lembrando que todas "as 
declarações dos candidatos foram feitas nesse sentido, embora nas redes sociais ainda 
existam mensagem de intolerância, que é um indicador ruim", destacou. 
Porém quando foi questionado quanto a tentativa de registro da candidatura de Lula, 
respondeu que o Exército "tem pautado" a sua atuação no discurso "da legalidade, 
legitimidade e estabilidade". 
"Preocupa que este acirramento das divisões acabe minando tanto a governabilidade 
quanto a legitimidade do próximo governo. Nos preocupa também que as decisões relativas 
a este tema sejam definidas e decididas rapidamente, de uma maneira definitiva, para que 
todo o processo transcorra com naturalidade", disse, em seguida chamando a atuação do
Comitê de Direitos humanos da ONU, de "tentativa de invasão da soberania nacional". 
"Isso é algo que nos preocupa, porque pode comprometer nossa estabilidade, as condições 
de governabilidade e de legitimidade do próximo governo". 
Sobre a possibilidade de Lula se tornar elegível e ganhar, Villas Bôas pontuou que a posição 
das Forças Armadas será "cumprir as prerrogativas estabelecidas a quem é eleito 
presidente", e quem chancela a decisão "é o povo brasileiro", e que não haverá hipótese de 
os militares realizarem uma quebra de ordem institucional. Mas, em seguida, o general 
deixou patente o que para ele significaria uma vitória de Lula nas urnas: 
"O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei 
da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do 
futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica 
a todos". Clique aquipara ler na íntegra a entrevista ao Estado. 
O Comitê Executivo Nacional do PT divulgou, também neste domingo (9), uma nota de 
repúdio em resposta às falas de Villas Bôas.  
"É uma manifestação de caráter político, de quem pretende tutelar as instituições 
republicanas. No caso específico, o Poder Judiciário, que ainda examina recursos 
processuais legítimos em relação ao ex-presidente Lula", pontuam considerando a 
entrevista do general "o mais grave episódio de insubordinação de um comandante das 
Forças Armadas", desde a Constituição democrática de 1988. 
"A democracia e o estado de direito não admitem tutela alguma, pois se sustentam na 
soberania do voto popular. Um governo legítimo, comprometido com o futuro do país, já 
teria chamado o general Villas Boas a retratar suas declarações de cunho autoritário e 
tomado as medidas necessárias para afirmar o poder civil e republicano", avaliou o partido 
na nota lembrando que a Constituição brasileira diz, claramente, que a organização militar 
só pode atuar por determinação expressa de um dos poderes da República, legitimados 
pelo estado de direito democrático.

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