afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da
Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando
a estabilidade e a governabilidade do futuro
governo e dividindo ainda mais a sociedade
brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a
todos", disse o general Villas Bôas, chefe das
Forças Armadas; segundo ele, a decisão do Comitê
de Direitos Humanos da ONU, que garante os
direitos políticos de Lula, representa 'invasão da
soberania nacional'; ele também afirmou que Jair
Bolsonaro não é o 'candidato dos militares'
Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando
a estabilidade e a governabilidade do futuro
governo e dividindo ainda mais a sociedade
brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a
todos", disse o general Villas Bôas, chefe das
Forças Armadas; segundo ele, a decisão do Comitê
de Direitos Humanos da ONU, que garante os
direitos políticos de Lula, representa 'invasão da
soberania nacional'; ele também afirmou que Jair
Bolsonaro não é o 'candidato dos militares'
Jornal GGN - Em entrevista ao Estado de
S.Paulo, o comandante do exército, general
S.Paulo, o comandante do exército, general
Eduardo Villas Bôas, afirma que o próximo
presidente eleito poderá "ter sua legitimidade
presidente eleito poderá "ter sua legitimidade
questionada", após se referir ao atentado contra
o deputado e candidato pelo PSL ao Planalto, Jair
Bolsonaro. O militar disse que o ataque foi
"a materialização das preocupações" que já
vinham antevendo, de "acirramento" de
"divergências, que saíram do nível político e já
passaram para o nível comportamental das
pessoas", pontuando que o quadro resultará em
"dificuldade para que o novo governo tenha uma
estabilidade" para governar, daí prosseguindo com a fala de que o novo dirigente do país
poderá ter sua legitimidade questionada.
o deputado e candidato pelo PSL ao Planalto, Jair
Bolsonaro. O militar disse que o ataque foi
"a materialização das preocupações" que já
vinham antevendo, de "acirramento" de
"divergências, que saíram do nível político e já
passaram para o nível comportamental das
pessoas", pontuando que o quadro resultará em
"dificuldade para que o novo governo tenha uma
estabilidade" para governar, daí prosseguindo com a fala de que o novo dirigente do país
poderá ter sua legitimidade questionada.
"Por exemplo, com relação a Bolsonaro, ele não sendo eleito, ele pode dizer que
prejudicaram a campanha dele. E, ele sendo eleito, provavelmente será dito que ele foi
beneficiado pelo atentado, porque gerou comoção. Daí, altera o ritmo normal das coisas e
isso é preocupante", completou sua explicação.
O comandante do Exército acredita que o atentado levou a um choque da população e
espera que, diante do susto, a situação de harmonize, lembrando que todas "as
declarações dos candidatos foram feitas nesse sentido, embora nas redes sociais ainda
existam mensagem de intolerância, que é um indicador ruim", destacou.
Porém quando foi questionado quanto a tentativa de registro da candidatura de Lula,
respondeu que o Exército "tem pautado" a sua atuação no discurso "da legalidade,
legitimidade e estabilidade".
"Preocupa que este acirramento das divisões acabe minando tanto a governabilidade
quanto a legitimidade do próximo governo. Nos preocupa também que as decisões relativas
a este tema sejam definidas e decididas rapidamente, de uma maneira definitiva, para que
todo o processo transcorra com naturalidade", disse, em seguida chamando a atuação do
Comitê de Direitos humanos da ONU, de "tentativa de invasão da soberania nacional".
Comitê de Direitos humanos da ONU, de "tentativa de invasão da soberania nacional".
"Isso é algo que nos preocupa, porque pode comprometer nossa estabilidade, as condições
de governabilidade e de legitimidade do próximo governo".
Sobre a possibilidade de Lula se tornar elegível e ganhar, Villas Bôas pontuou que a posição
das Forças Armadas será "cumprir as prerrogativas estabelecidas a quem é eleito
presidente", e quem chancela a decisão "é o povo brasileiro", e que não haverá hipótese de
os militares realizarem uma quebra de ordem institucional. Mas, em seguida, o general
deixou patente o que para ele significaria uma vitória de Lula nas urnas:
"O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei
da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do
futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica
a todos". Clique aquipara ler na íntegra a entrevista ao Estado.
O Comitê Executivo Nacional do PT divulgou, também neste domingo (9), uma nota de
repúdio em resposta às falas de Villas Bôas.
"É uma manifestação de caráter político, de quem pretende tutelar as instituições
republicanas. No caso específico, o Poder Judiciário, que ainda examina recursos
processuais legítimos em relação ao ex-presidente Lula", pontuam considerando a
entrevista do general "o mais grave episódio de insubordinação de um comandante das
Forças Armadas", desde a Constituição democrática de 1988.
"A democracia e o estado de direito não admitem tutela alguma, pois se sustentam na
soberania do voto popular. Um governo legítimo, comprometido com o futuro do país, já
teria chamado o general Villas Boas a retratar suas declarações de cunho autoritário e
tomado as medidas necessárias para afirmar o poder civil e republicano", avaliou o partido
na nota lembrando que a Constituição brasileira diz, claramente, que a organização militar
só pode atuar por determinação expressa de um dos poderes da República, legitimados
pelo estado de direito democrático.

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