sábado, 8 de setembro de 2018

ASSISTA: PESQUISADOR AMERICANO DIZ QUE EUA APOIARAM GOLPE CONTRA DILMA E EM OUTROS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA


Em entrevista concedida ao jornalista Brian Mier, o economista norte-americano e co-diretor 
do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas em Washington, Mark Weisbrot, 
diz que a "maré cor-de-rosa" vivenciada pela América Latina com a chegada da esquerda ao 
poder nos últimos anos tem chegado ao fim graças, em grande parte, à participação dos EUA 
em golpes institucionais , como o ocorrido no Brasil e que resultou no afastamento da 
presidente eleita Dilma Rousseff em 2016; ele também destaca a participação dos EUA na 
investigação da Lava Jato e ressalta que"a gente nem sabe o quanto eles fizeram ou o quanto se 
envolveram na armação do juiz Sergio Moro na prisão injusta de Lula".

247 - Em entrevista concedida ao jornalista Brian Mier, o economista norte-americano, colunista e
co-diretor do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas em Washington, Mark 
Weisbrot, diz que a "maré cor-de-rosa" vivenciada pela América Latina com a chegada da esquerda 
ao poder em diversos países da região resultou em avanços significativos à população, inclusive com 
a redução da pobreza, que caiu de 44% para 28% entre 2003 e 2013, por exemplo. Segundo ele, o 
fim da "maré cor-de-rosa" veio por meio da adoção de algumas políticas macroeconômicas errôneas 
e também pelo apoio dos Estados Unidos a diversos golpes em toda a América latina, incluindo o 
ocorrido no Brasil, que resultou no afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff em 2016.
"No Brasil, os Estados Unidos desempenharam um papel mostrando sua aprovação ao impeachment 
de Dilma. Acho que isso foi importante, pois falou para as pessoas no Brasil, especialmente às 
pessoas que organizaram o golpe, que elas tinham o apoio do Estados Unidos", diz Weisbrot na 
entrevista. "Isso foi mostrado no nível mais importante no dia seguinte ao impeachment, enquanto o 
chefe do Comitê de Relações Exteriores do Senado, que era líder do movimento do impeachment no 
Senado (senador e atual chanceler Aloysio Nunes (PSDB)) veio para os Estados Unidos e falou com 
Tom Shannon, que naquele momento era o terceiro mais importante membro do Departamento de 
Estado dos Estados Unidos", destaca. Eles se encontraram e ele mostrou aprovação ao golpe naquele 
momento", completou Weisbrot.
Ele também ressalta que em agosto, o então secretário de Estado dos EUA, John Kerry, veio ao 
Brasil onde, ao lado de José Serra, que ocupava interinamente o cargo de ministro das Relações 
Exteriores, uma vez que Dilma ainda não tinha sido oficialmente deposta do cargo em função da 
votação do Senado ainda não ter acontecido, afirmou como as "relações seriam ótimas para o Brasil 
dali para a frente". "Isso também deixou claro para qualquer senador que tivesse dúvidas que os 
Estados Unidos iram apoiar fortemente a remoção da Dilma" emendou.
Weisbrot também destaca que o Departamento de Justiça norte-americano participou ativamente " de 
toda a investigação da Lava jato e de outras investigações sobre corrupção e a gente nem sabe o 
quanto eles fizeram ou o quanto se envolveram na armação do juiz Sergio Moro na prisão injusta de 
Lula

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