quinta-feira, 17 de maio de 2018

PAPA FRANCISCO DEFENDE LULA E ESCULHAMBA A GLOBO


Papa Francisco tratou "das condições obscuras com que se consegue perseguir e condenar 
certas pessoas, tal como aconteceu com Jesus Cristo e os apóstolos Paulo e Estevão"; "Um 
método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda 
hoje. E Francisco citou como exemplo "a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um 
golpe de Estado": "a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a 
difamação essas pessoas ficam manchadas". Depois chega a justiça, "as condena e, no final, se 
faz um golpe de Estado"

Da Fel-lhaEm uma homilia na qual tratou do assunto da unidade, o papa Francisco criticou nesta
quinta-feira(17) o papel da mídia em difamar pessoas públicas a ponto de levar a um "golpe de
Estado", afirmou a agência de notícias do Vaticano.
Francisco cita o exemplo de Jesus, que no Domingo de Ramos foi recebido em Jerusalém com
aclamações de "Bendito o que vem em nome do Senhor", mas, na sexta-feira seguinte, as mesmas
pessoas gritaram "Crucifiquem-no".
"Essa instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa.
É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje", disse o pontífice,
segundo o Vatican News. "O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E
transformaram o povo em massa, que destrói."
(...) "A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas
pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de
Estado”.
Francisco comparou essa ação à perseguição nas arenas, quando a multidão gritava para ver lutas
entre mártires ou gladiadores.
(...)
O sermão, sem dúvida vai gerar dúvidas e questionamentos sobre possíveis referências indiretas ao 
Brasil e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pode não ter sido a intenção do papa Francisco, 
mas as semelhanças, para muitos, não seriam meras coincidências. Mesmo que tenham sido, não 
faltarão aqueles que enxergarão o sermão como um reflexo do atual momento político brasileiro.

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