quarta-feira, 16 de maio de 2018

A "MUTRETA" DO LEILÃO DO TRIPLEX: COMPRADOR DO TRIPLEX É SÓCIO DE ADVOGADO DO PSDB E PRIMO DE ALCKMIN E JÁ FOI CONDENADO EM FRAUDE LIGADA AO PSDB


O empresário Fernando Gontijo, que arrematou no último momento, por R$ 2,2 milhões, o 
triplex do Guarujá cuja propriedade foi atribuída, sem provas, ao ex-presidente Lula, foi 
condenado por improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada em 2005 contra 
fraudes em licitações na Prefeitura de João Pessoa; Gontijo e outros oito sentenciados – entre 
eles, o ex-governador do Estado e ex-prefeito de João Pessoa Cícero de Lucena Filho (PSDB), 
devem pagar multa de R$ 852 mil, por superfaturamento de obras públicas de infraestrutura 
bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a Prefeitura.

O empresário Fernando Gontijo, que arrematou no último momento, por R$ 2,2 milhões, o triplex do 
Guarujá cuja propriedade foi atribuída, sem provas, ao ex-presidente Lula, foi condenado por 
improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada contra fraudes em licitações na Prefeitura 
de João Pessoa.
Gontijo e outros oito sentenciados – entre eles, o ex-governador do Estado e ex-prefeito de João 
Pessoa Cícero de Lucena Filho (PSDB), devem pagar multa de R$ 852 mil, por superfaturamento de 
obras públicas de infraestrutura bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a Prefeitura.
Entre os projetos superfaturados, estão infraestruturas hídricas para comunidades ribeirinhas, 
dragagem e urbanização da Lagoa João Chagas e a dragagem do Rio Jaguaribe.
Na ação, Fernando é apontado como representante da Via Engenharia em uma licitação que teria sido 
fraudada. Ele recorre da decisão ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
A Via Engenharia tem uma história mais irônica: está citada na Lava Jato, como se vê na 

Fundada em Brasília na década de 1980, a empreiteira candanga é citada pelo delator Marcos Pereira 
Berti, diretor da Toyo Setal, como integrante de um grupo intermediário — uma espécie de Segunda 
Divisão — do chamado “Clube VIP” de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da 
petroleira. As informações do executivo fazem parte de uma ação civil pública por improbidade 
administrativa apresentada, em 30 de maio, à 5ª Vara Federal de Curitiba. Assinam o documento a 
Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria da União no Paraná, o Grupo Permanente de 
Atuação Proativa da AGU e a Força-Tarefa da Lava Jato.
O inquérito de 161 páginas ao qual o Metrópoles teve acesso acusa nove réus e sete empreiteiras de 
improbidade administrativa. São eles: os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato 
Duque e Pedro Barusco Filho; o doleiro Alberto Youssef; os executivos da OAS José Aldemário 
Pinheiro Filho (conhecido como Leo Pinheiro), Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus 
Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Fernando Augusto Stremel Andrade.
As empresas são a OAS S/A, a Construtora OAS Ltda., a Coesa Engenharia Ltda., a Construtora 
Norberto Odebrecht, a Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A., a Odebrecht S.A. e a UTC 
Engenharia S/A.
A ação civil pública, assinada por oito advogados da União, pede que os réus devolvam aos cofres 
públicos R$ 12 bilhões. (…)
Apesar da negativa da empresa, outro delator da Lava Jato, o presidente da Andrade Gutierrez, 
Otávio Azevedo, coloca sob suspeição uma das mais suntuosas obras da Via Engenharia. Segundo o 
executivo, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é uma das construções em que houve 
sobrepreço para o pagamento de propinas e abastecimento de campanhas eleitorais.
A arena, erguida pelo consórcio formado entre a Andrade Gutierrez e a Via Engenharia, tem custo 
estimado em R$ 1,7 bilhão — o maior valor entre as 12 praças desportivas construídas para a Copa 
do Mundo de 2014. A cifra, entretanto, pode chegar a R$ 1,9 bilhão graças a um último contrato 
adicional, que ainda está ativo, referente a intervenções ao redor da praça desportiva que até hoje não 
foram executadas.
A Andrade Gutierrez confessou integrar o esquema para conseguir obras federais, incluindo estádios 
construídos para o Mundial. O caso veio à tona em novembro de 2015. Na ocasião, a Via 
Engenharianegou irregularidades à reportagem e afirmou “desconhecer as relações de outras 
empresas nos respectivos contratos com o governo”.
Além do Mané Garrincha, a Via Engenharia assina obras emblemáticas de Brasília, como as sedes do 
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara Legislativa e o Shopping Popular.
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O leilão do triplex do Guarujá ia acabar num mico até que, a 5 minutos do final, o empresário 
mineiro Fernando Costa Gontijo fez um lance de 2,2 milhões de reais.
Levou.
Ao Globo, ele afirmou que, pela sua experiência, há casos em que a chamada “segunda praça” vende 
o imóvel por um preço maior do que na primeira tentativa por atrair mais interessados.
Gontijo alega que a vista para o mar o levou a adquirir a propriedade. “Achei que era um bom 
investimento”, falou.
Ele criou uma empresa especificamente para essa operação, a Guarujá Participação, registrada no dia 
29 de março.
Conta a reportagem:
O pai de Gontijo era primo do magnata da construção civil de Brasília, José Celso Gontijo, dono da 
construtora JC Gontijo. O novo dono do tríplex também diz ter sido executivo da Via Engenharia até 
2001, quando deixou a empresa. Ambas as empresas foram investigadas no escândalo que ficou 
conhecido como Mensalão do DF, que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda. Porém, 
Gontijo diz que é apolítico.
Fernando Costa Gontijo é dono de doze empresas: onze em Brasília e uma em São Paulo.
O capital social é de 9,5 milhões de reais.
Foi condenado numa ação de improbidade administrativa do ex-prefeito de João Pessoa Cícero 
Lucena.
O Ministério Público Federal apontou irregularidades em diversos convênios e contratos de repasse 
para a execução de obras públicas.
O que o Globo sonegou, por razões ainda obscuras, é que ele é sócio de José Augusto Rangel de 
Alckmin na La Paia Empreendimentos Imobiliários.
José Augusto é advogado do PSDB e primo do célebre Geraldo, candidato a presidente da República.
Discreto, não aparece em fotos nem de festa de aniversário.
Os dois, José Augusto e Fernando Gontijo, responderam a um processo trabalhista.
O escritório que mantém com o irmão José Eduardo, este sim mais midiático, é bastante conhecido 
na capital federal.
Quem trabalha lá é Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto, o “Doutor Pedrinho”, que atua na defesa de 
Aécio Neves.

EMPRESÁRIO PILANTRA CRIOU EMPRESA EXCLUSIVAMENTE PARA COMPRAR 
TRIPLEX

POR FERNANDO BRITO 


Chega a dar vergonha do nosso “jornalismo investigativo”.
Sites e emissoras de rádio e TV, quase que sem exceção, anunciam que foi arrematado o apartamento 
“atribuído” a Lula.
Covardes, não têm coragem de afirmar aquilo que fizeram convencer o povo, que o apartamento é de 
Lula.
Bem, mas o tal “atribuído” teve a visita de 60 mil pessoas na internet, enquanto estava sendo 
leiloado.
Nenhum lance, considerando-se que o primeiro, feito hoje, horas antes do final do prazo, foi dado 
por engano, por um cidadão de Piracicaba, que errou ao apertar alguma tecla e “ofereceu”, sem 
querer, os R$ 2,2 milhões pedidos como lance mínimo.
Pedido muito acima do valor de mercado e mais ainda para imóvel que vai a leilão judicial, que 
costuma atrair muita gente exatamentep orque se oferecem preços baixos, não altos.
Minutos antes do prazo fatal, uma tal Guarujapar, empresa de Brasília que, em buscas na internet não 
se pode encontrar, nem ao seu CNPJ, ofereceu o lance mínimo, para que o leilão não se frustrasse.
Ora, se o apartamento estava no preço de mercado e ainda tinha o “aditivo” de ser “atribuído” a Lula, 
porque não houve interessados, senão este, enviado à última hora por algum “espírito santo de 
orelha”?
Quem vai se aventurar a saber quem é a tal “Guarujapar”?

3 comentários:

Felipe Gontijo disse...

Bom dia. A foto utilizada na matéria do Comprador do triplex é de um terceiro, o advogado Fernando Gontijo, de Belo Horizonte, que não tem nada a ver com o empresário Fernando Costa Gontijo.

Thomaz Castro disse...

Absurdo citarem um cidadão honesto, advogado brilhante e conceituado, como o comprador do tríplex. Vcs deveriam procurar a veracidade dos fatos para não implicarem quem não tem nada com isto.

Thais Pimenta disse...

Estão veiculando a imagem de uma pessoa que NÃO arrematou o triplex. A notícia é falsa e denigre a imagem de um profissional competente.