
Ministros do STF Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso voltaram a travar um embate no
julgamento dos recursos de políticos do PMDB que pediam a suspensão do processo pela
Corte; Gilmar criticou as investigações da PGR na delação da JBS; "Investigação mal feita,
junta o áudio e não pede perícia", afirmou; ao se pronunciar, Barroso não citou o colega, mas
defendeu as investigações que levaram às duas denúncias contra Michel Temer; "Eu gostaria
de dizer que eu ouvi o áudio 'Tem que manter isso aí, viu'. Eu quero dizer que eu vi a fita, eu vi
a mala de dinheiro, eu vi a corridinha na televisão. Eu li o depoimento de [Alberto] Youssef. Eu
li o depoimento de [Luís] Funaro", disse
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso divergiram
novamente nesta terça-feira (19), num debate sobre o trabalho do Ministério Público e do Judiciário
no combate à corrupção, especialmente no âmbito da Operação Lava Jato.
No final de outubro, eles tiveram uma discussão acalorada e trocaram acusações. Agora, o debate foi
No final de outubro, eles tiveram uma discussão acalorada e trocaram acusações. Agora, o debate foi
mais brando.
Durante julgamento de pedidos de políticos do PMDB, acusados junto com o presidente Michel
Durante julgamento de pedidos de políticos do PMDB, acusados junto com o presidente Michel
Temer, para não serem processados na vara de primeira instância conduzida pelo juiz Sérgio Moro,
Gilmar Mendes passou a apontar erros da Corte em outras decisões.
Lembrou, por exemplo, da validação da delação dos executivos da J&F, mais tarde suspensa pela
Lembrou, por exemplo, da validação da delação dos executivos da J&F, mais tarde suspensa pela
suspeita da omissão sobre a suposta orientação prestada por um procurador.
“O que nós estamos vendo aqui é a descrição de um grande caos. Uma grande bagunça. Serviço
“O que nós estamos vendo aqui é a descrição de um grande caos. Uma grande bagunça. Serviço
mal feito, apressado, corta e cola. Com as contradições que foram aí apontadas, isso é vexaminoso
para o tribunal, é ruim. E claro nós temos a obrigação de aqui definir minimamente, até para que
essa confusão não prossiga. Para nos poupar de um vexame institucional”, afirmou Gilmar Mendes.
O ministro disse que já se sabia que um dos sócios da empresa, Joesley Batista, era “chefe de
quadrilha” – o que impediria a concessão de perdão –, o que não impediu o STF de conceder a ele s
benefício.
“Vamos fazer assim porque o Dr. Janot quer”, provocou Gilmar Mendes, em referência ao ex-
“Vamos fazer assim porque o Dr. Janot quer”, provocou Gilmar Mendes, em referência ao ex-
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelo acordo. “E viu do que que se
tratava, do grande tipo de patifaria que se tratava. Grande erro aquele. Portanto o populismo
criminal judicial é responsável por esse tipo de assanhamento e de erros graves que nós temos
cometido”, concluiu.Barroso interveio em seguida, negando haver uma “investigação
irresponsável” na Lava Jato. “Eu gostaria de dizer que eu ouvi o áudio ‘Tem que manter isso aí viu’.
Eu quero dizer que eu vi a fita, eu vi a mala de dinheiro, eu vi a corridinha na televisão. Eu li o
depoimento de Youssef, eu li o depoimento de Funaro. Portanto nós vivemos uma tragédia
brasileira, a tragédia da corrupção que se espalhou de alto a baixo sem cerimônia”, afirmou.
irresponsável” na Lava Jato. “Eu gostaria de dizer que eu ouvi o áudio ‘Tem que manter isso aí viu’.
Eu quero dizer que eu vi a fita, eu vi a mala de dinheiro, eu vi a corridinha na televisão. Eu li o
depoimento de Youssef, eu li o depoimento de Funaro. Portanto nós vivemos uma tragédia
brasileira, a tragédia da corrupção que se espalhou de alto a baixo sem cerimônia”, afirmou.
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