sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CHEFÃO DO BANCO DA JBS TAMBÉM NÃO VEM AO CASO: Lava Jato blinda o Meirelles


Créditos: Evaristo Sá/AFP

Do blog do Esmael Morais: Senadores querem saber por que a lava jato blinda Meirelles

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (PMDB-PR) fizeram um dueto no 
Senado para inquirir a lava jato sobre a proteção aos bancos e ao ministro da Fazenda Henrique 
Meirelles.
Lindbergh disse que não como levar a sério uma investigação que não leve em conta a participação 
de Meirelles, pois, segundo ele, o ministro da Fazenda era o administrador da JBS e é citado em 
várias delações na lava jato.
Requião, por sua vez, também questionou sobre a ausência dos bancos e de Meirelles nas denúncias 
do Ministério Público Federal e nas sentenças judiciais da lava jato.
Para o senador do PMDB, um mistério ronda a operação: “qual a participação dos bancos nos casos 
de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas no Brasil e no exterior?”, pergunta.
Na opinião de Requião, os doleiros usam o sistema bancário como braço operacional de suas 
transferências de dinheiro e o Banco Central nada faz para esclarecer os fatos. “Se houver fraudes 
nestas operações, a Lava Jato tem o dever moral de denunciá-las ao mundo”, cobrou.
O senador Roberto Requião considerou espantoso o fato de os delatores da JBS e da Odebrecht 
denunciarem transações fraudulentas que superam US$ 7,5 bilhões. Ele ainda lembrou da crise de 
2008, quando o governo dos Estados Unidos estatizou os dois maiores bancos do país envolvidos em 
fraudes, e sugeriu que o Brasil adote o mesmo procedimento.
“Isto seria extremamente benéfico para a economia brasileira, já que os grandes bancos privados do 
país são apenas sugadores de recursos do setor produtivo mediante a cobrança de taxas e juros 
rigorosamente estratosféricos e nada contribuem para o desenvolvimento do país”, asseverou o 
senador.

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