quarta-feira, 14 de junho de 2017

AFASTADO, AÉCIO TEM SALÁRIO CORTADO E CARRO OFICIAL RECOLHIDO PELO SENADO


Depois de reportagens na imprensa apontarem que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) 
continua com seu gabinete funcionando no Senado, apesar da determinação do ministro Edson 
Fachin, do STF, para que fosse afastado das atividades parlamentares, o presidente do Senado, 
Eunício Oliveira (PMDB-CE), comunicou ao Supremo que suspendeu o salário e a verba 
indenizatória do tucano, além de ter recolhido o carro oficial ao qual tem direito; o nome de 
Aécio também foi retirado do painel de votações da Casa; pedido de prisão contra o 
parlamentar, com base na delação premiada da JBS na Lava Jato, será julgado no dia 20

Minas 247 – O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou ao Supremo Tribunal 
Federal (STF) que suspendeu o salário e a verba indenizatória do senador Aécio Neves (PSDB-MG), 
além de ter recolhido o carro oficial ao qual o parlamentar tem direito.
O documento foi enviado após uma cobrança do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, de que o 
Senado havia descumprido a determinação da Corte de afastar Aécio Neves de suas funções 
legislativas.
O afastamento foi determinado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, 
que rejeitou o pedido de prisão contra Aécio, mas determinou o afastamento das atividades 
parlamentares.
Reportagens recentes na imprensa apontaram que Aécio continuava com seu gabinete funcionando 
no Senado, mesmo depois da ordem de afastamento. O pedido de prisão contra o parlamentar, com 
base na delação premiada da JBS na Lava Jato, será julgado no próximo dia 20 pelo Supremo.
Eunício informou ainda que o nome de Aécio foi retirado do painel de votações da Casa. De acordo 
com o presidente do Congresso, a retirada foi para "deixar claro" que o Senado não descumpriu a 
determinação judicial.
Na última segunda-feira 12, o Senado, que até então não havia deixado claro o que fora retirado do 
senador, divulgou uma nota dizendo que cabia ao STF determinar o que caracterizaria o afastamento. 
A decisão foi vista como uma forma de enfrentamento ao tribunal.
Marco Aurélio cobrou então que o Senado convocasse o suplente de Aécio para assumir a vaga. 
Eunício Oliveira rebateu a declaração, dizendo que o regimento interno do Senado prevê que o 
suplente seja convocado somente após 120 dias de vacância.
Aécio foi afastado após a Polícia Federal deflagrar a Operação Patmos, que prendeu sua irmã, 
Andrea Neves, e seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros. Aécio foi gravado pedindo R$ 2 
milhões em propina ao empresário Joesley Batista, da JBS, e falando em adotar medidas para brecar 
as investigações da Lava Jato.
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