segunda-feira, 1 de agosto de 2016

QUEM SÂO OS CAPANGAS DE MOURO QUE AGREDIRAM LETICIA SABATELLA EM CURITBA



Filho de envolvido no escândalo do Banestado agride Letícia Sabatella

por Bob Fernandes 

Leio que Gustavo Abagge é o cara que chamou Leticia Sabatella de "puta" na manifestação de 
Curitiba. Gustavo seria filho de Nicolau Elias Abagge, ex-presidente do Banestado, do Paraná.
Na farra das contas CC-5 este banco, entre outros, tornou-se símbolo de lavanderia de dinheiro 
porco; sonegado, na melhor das hipóteses. Por ele, e outros, fortunas - me lembro de certo Bilhão - 
eram enviadas para paraísos fiscais.
Quem conheceu as listas de dinheiro enviado pra fora via gambiarras nas CC-5 sabe que muitos do 
que agora bradam, e vários dos que mancheteiam contra a "córrupissão" estavam
naquela farra.
Conheci tais listas porque em 34 páginas escrevi, em Maio de 98, a única edição extra de Carta 
Capital, "Brasil: a maior lavagem de dinheiro do mundo". Tratava desse tema, toda a edição.
Lembrar daquela longa apuração e ver certos tipos pontificando sobre "ética" nas ruas, mídias e 
redes, provoca engulhos: como conseguem ser tão cínicos, tão hipócritas?
Mas voltando à Sabatella, aos zurros curitibanos, e ao cara que é filho do cara, uma constatação: a 
neurociência avançou barbaridades, a farmacopéia idem, mas o velho e bom Freud ainda explica 
muito...



Como diz meu amigo Píndaro, Letícia Sabatella brilhou.
Foi incrivelmente sábia sua reação a um grupo de idiotas que a hostilizou em Curitiba. Ela usou o 
celular como uma arma. Filmou os selvagens, e os expôs.
A imagem deles será vista por milhares, milhões de pessoas. Muitos amigos e familiares dos 
fanáticos certamente reprovarão um comportamento tão destrutivo, tão anticivilizatório, tão bárbaro.
Nas redes sociais, o vídeo viralizou neste domingo. Muitas pessoas extraíram do vídeo fotos na 
tentativa de identificar os agressores.
Eles ficarão estigmatizados. Foi o que aconteceu com os meliantes que hostilizaram num restaurante 
em São Paulo Guido Mantega. Mantega os identificou e processou. Eles foram obrigados a se 
retratar. 
Toda a coragem mostrada no restaurante se transformou em paúra.
Os vândalos contam com o anonimato. Sua falsa bravura deriva do sentimento de que ninguém 
saberá que tiveram um comportamento imundo.
Foi aí que Letícia Sabatella acertou.
Vamos ver quanto durará o sorriso indecente de um homem que olha para a câmara e chama Letícia 
de puta. Este já foi descoberto: Gustavo Abagge. Em sua página no Facebook ele postou uma foto do 
incidente. A legenda: “Letícia Sabatella quase foi linchada”. Abaixo, a foto:
No vídeo, destaca-se também uma mulher que ulula diante de Letícia. Grita que nossa bandeira 
jamais será vermelha, e diz que a mamata acabou.
Eis uma frase reveladora.
Os comentaristas das grandes empresas jornalísticas dizem isso constantemente. Que a moleza 
acabou. É uma estupidez, é uma desonestidade, dado que a real moleza é a que é desfrutada, desde 
sempre, pelas corporações de mídia. Vivem do dinheiro público, e não sobrevivem sem ele.
Mas seus colunistas dizem descaradamente que a moleza acabou. São os servos, são os fâmulos da 
mídia plutocrática.
Está claro que as pessoas que insultaram Letícia Sabatella são filhas da mídia. São midiotas. 
Perfeitos idiotas brasileiros.
Foi este o público que jornais e revistas formaram. O melhor retrato de uma publicação é quem a lê.
Letícia mostrou alguns dos rostos do universo das pessoas que consomem Veja, Globo, Folha etc.
São horríveis.
Ontem, após a agressão, que foi filmada e publicada por ela, a atriz postou a seguinte mensagem: 
"Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra 
conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa está falta de democracia no nosso Brasil. Eles não 
sabem o que fazem".

Assista:

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