quinta-feira, 9 de junho de 2016

MST OCUPA PRÉDIOS DO INCRA NA BAHIA CONTRA EXTINÇÃO DO MDA


Cerca de 1,5 mil trabalhadores rurais sem-terra ocupam prédios do Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Salvador, Itabuna e Bom Jesus da Lapa; segundo a 
direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as ocupações seguem o 
cronograma estabelecido com diferentes protestos populares 'contra o governo ilegítimo do 
presidente interino Michel Temer'; o dirigente nacional do MST, Evanildo Costa, diz que "não 
é permitido recuar diante das ofensivas conservadoras e reacionárias do governo interino, que 
não aceitará retrocessos e que a reforma agrária precisa estar na ordem do dia".

Bahia 247 - Cerca de 1,5 mil trabalhadores rurais sem-terra ocuparam prédios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Salvador, Itabuna e Bom Jesus da Lapa, nesta quarta-feira (8). Segundo a direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as ocupações seguem o cronograma estabelecido com diferentes protestos populares 'contra o governo ilegítimo do presidente interino Michel Temer'.
Membro do MST, o deputado federal baiano Valmir Assunção (PT) afirma que as ações "são legítimas" e que "o povo deve lutar por seus direitos".
"A extinção do MDA [Ministério de Desenvolvimento Agrário] causou repulsa em movimentos de luta pela terra. Se já era difícil debater a reforma agrária, agora ficou ainda pior. São esses tipos de atitudes que o governo golpista estabelece onde retrocedemos anos de lutas por direitos dos trabalhadores", diz Valmir.
Segundo o dirigente nacional do MST, Evanildo Costa, o MDA é também "um marco de luta contra a violência no campo e espaço de afirmação das minorias". "O ministério é o espaço de representatividade política das populações rurais, por garantir o avanço e o desenvolvimento dos agricultores. Exemplo disso, foi a sua criação em 1999 pautado a partir do massacre de Eldorado dos Carajás, que aconteceu em abril de 1996".
Evanildo diz ainda que "não é permitido recuar diante das ofensivas conservadoras e reacionárias do governo interino, que não aceitará retrocessos e que a reforma agrária precisa estar na ordem do dia".
Sem previsão de saída e contando com o apoio de diversos movimentos e organizações populares do campo e da cidade, a simbologia da resistência histórica construída a partir das lutas pela terra estão presentes nas ocupações, com a bandeira vermelha estendida sobre os prédios dos institutos.
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