segunda-feira, 16 de maio de 2016

TEMER RECUA E CULTURA SOME


Depois de cogitar transformar a pasta da Cultura em uma secretaria ligada à Presidência da 
República, o governo Michel Temer voltou atrás e decidiu que a área deve ficar sob o 
Ministério da Educação, que será chamado de Ministério da Educação e Cultura. Caso fosse 
vinculada à Presidência, os salários dos servidores aumentariam em até 50%, e esta elevação 
seria o motivo para o recuo do governo. Michel Temer pediu ao ministro Mendonça Filho que 
procure um nome qualificado para a Secretaria da Cultura e que seja uma mulher, em 
respostas às críticas que apontam a falta de mulheres em seu ministério.

Governo recua e Cultura fica mesmo com Ministério da Educação

Depois de estudar transformar a Cultura em uma secretaria ligada diretamente à Presidência da 
República, o presidente Michel Temer decidiu que a área ficará, de fato, sob o guarda-chuva do 
Ministério da Educação, que passará a ser chamado de Ministério da Educação e Cultura (MEC). O 
novo governo e o ministro Mendonça Filho sofrem pressão da classe artística e dos funcionários da 
antiga pasta desde a posse, na última quinta-feira. Por isso, foi ventilada a criação de uma secretaria 
vinculada à Presidência da República, a ser comandada por uma mulher com trânsito na área, mas a 
ideia foi descartada. Para a área de Cultura dentro do MEC, o governo busca uma mulher.
Se a Cultura fosse vinculada à Presidência, os salários dos servidores aumentariam em até 50%. Esta 
conta, segundo um auxiliar próximo a Temer, fez o governo desistir: em meio a fusões e extinções 
de pastas, elevar vencimentos não seria um bom sinal.
— Há uma pressão muito grande dos setores, mas já está decidido que é Ministério da Educação e 
Cultura — frisou ontem uma fonte do governo.

TITULAR MULHER É RESPOSTA A CRÍTICAS

Temer pediu a Mendonça Filho que procure um nome “da mais alta qualificação” para a Secretaria 
da Cultura e que seja uma mulher, já que há uma evidente carência de quadros femininos no atual 
governo.
O novo ministro, que tomou posse sob protestos de funcionários ligados à área da Cultura, disse que 
até terça-feira o governo pretende anunciar, oficialmente, quem será a responsável e qual a estrutura 
do novo órgão que substitui o antigo ministério.
Mendonça Filho disse que algumas conversas ainda estão em curso e que não quer adiantar nomes 
ou detalhes sobre a hierarquia administrativa do órgão até que tudo esteja bem definido. Segundo 
Mendonça, a ideia é garantir que as ações e programas continuem, independentemente da estrutura a 
ser adotada.
A escolha de uma mulher para comandar a Secretaria é uma determinação de Temer, que quer mais 
mulheres no segundo escalão do governo, para responder às críticas de que nomeou um Ministério 
essencialmente masculino.
A fusão do Ministério da Cultura, com o da Educação tem sido alvo de manifestações de repúdio. No 
dia do encontro com servidores da pasta, o ministro Mendonça Filho foi hostilizado pelos servidores 
da pasta extinta.
— O governo vai decidir a estrutura da secretaria, sua vinculação e o nome que a conduzirá. Até o 
início da semana, devemos ter uma definição sobre isso — disse Mendonça Filho.
O nome da ex-secretária de Cultura do Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral, Adriana Rattes, é 
um dos que vem sendo cotado para a secretaria.
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