segunda-feira, 16 de maio de 2016

MULHERES FURIOSAS


Mulheres em Marcha, dos Jornalistas Livres from Luiz Carlos Azenha on Vimeo.
Na Fiesp, mulheres mandam recado a Skaf: ‘Não nos calaremos diante desse golpe’

Rede Brasil Atual

São Paulo – Milhares de mulheres marcharam pelas ruas do centro de São Paulo neste domingo (15), 
contra o que consideram o governo golpista e machista do presidente interino Michel Temer, que não 
nomeou mulheres, negros, nem minorias em seu ministério.
O ato seguiu da região da avenida Paulista para a praça Roosevelt.
A Mídia Ninja, que transmitiu o ato, estimou a mobilização em 10 mil pessoas.
Segundo o coletivo Jornalistas Livres, o ato foi encerrado por volta de 18h30.
O trajeto da marcha começou depois de concentração na praça do Ciclista.
Passou pelo Masp, foi até o final da final da Paulista, desceu a rua da Consolação, atravessou a Praça 
Roosevelt, subiu a rua Augusta, saindo na Paulista novamente, “onde enfrentou alguma tensão com a 
PM ao passar em frente à Fiesp e que agora caminhou até Brigadeiro Luis Antônio e agora retorna 
para a rua da Consolação. Quanto fôlego pela Democracia”, afirma a página do Jornalistas Livres no 
Facebook.
“Hoje nós voltamos à Fiesp para mandar um recado para aos empresários e para o Skaf, que nós não 
nos calaremos diante desse golpe, e se eles acharam que nos enterraram, se enganaram. Nós somos 
sementes e essa semente está dando fruto pelo país todo, não é só em São Paulo, é no país e no 
mundo. Diremos não ao retrocesso, nenhum passo atrás e nenhum direito a menos. Se a Fiesp 
continuar achando que pode meter o dedo nos direitos trabalhistas, ela que se prepare, porque hoje 
ocupamos a Paulista, amanhã pode ser a Fiesp”, gritaram as mulheres contra Temer na Av. Paulista, 
segundo a Mídia Ninja.
“O ato hoje é em repúdio à entrada de Michel Temer porque achamos que o governo de Dilma 
Rousseff era um governo legítimo, que entrou pelo voto direto. Achamos que o processo de 
impeachment tem inúmeras ilegalidades. O Michel Temer deveria estar inelegível por oito anos. Ele 
é um político ficha-suja”, disse Luiz Dantas, organizador do ato e membro do Coletivo Frente
pela Democracia.
O protesto também teve apoio dos movimentos União Brasileira das Mulheres e da Marcha Mundial 
das Mulheres, que lideraram a caminhada.
Durante o trajeto, os manifestantes gritaram “Fora Temer”, e “Não tem arrego” e palavras de apoio a 
Dilma. Muitos deles seguravam faixas de Fora Temer. Alguns políticos participaram da marcha, 
como o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).
Equipe ministerial
Além de protestar contra o processo de impeachment, que afastou a presidenta Dilma Rousseff por 
até 180 dias, Dantas disse que o ato também protesta contra a falta de mulheres e de negros no atual 
ministério – anunciado por Temer na semana passada.
“Não vemos negros, não vemos mulheres e isso é um retrocesso”, falou ele à reportagem da Agência 
Brasil.
Eles também protestam contra a extinção de alguns ministérios por Temer. “Michel Temer não foi 
eleito. Então, se a Dilma não volta por conta desse processo de impeachment, então que se tenha 
novas eleições e que o povo decida quem ele quer”, acrescentou Dantas.
Em um jogral, repetido por todos os manifestantes antes do início da caminhada, os manifestantes 
gritaram “Fora Temer” e disseram que não vão aceitar o que chamaram de eleições indiretas.
“Não aceitaremos eleições indiretas feita pelos deputados e apoiada pelos senadores”, cantaram os 
manifestantes. “Eleições diretas. Poder ao povo. Fora Temer”, gritaram.
 

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