quinta-feira, 12 de maio de 2016

COM PLACAR DE 55 A 22 SENADO DÁ O GOLPE E AFASTA DILMA


Senado deu os votos que seriam necessários daqui a 180 dias

Conjur

O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (12/5), por 55 votos a 22, a admissibilidade do 
processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Agora, a presidente Dilma será 
afastada temporariamente do cargo e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume a Presidência 
da República. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, ficará no 
comando do Senado para coordenar o julgamento do processo.
O afastamento da presidente dura até 180 dias, mas o Senado não precisa demorar os seis meses para 
tomar uma decisão. Se o impeachment não for julgado até lá, ela volta ao cargo e o processo 
continua.
A maioria dos senadores aprovou o parecer feito por Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do 
processo na Comissão Especial do Impeachment no Senado. Segundo o documento, a presidente 
Dilma foi irresponsável na forma como executou a política fiscal, e há indícios suficientes do 
cometimento de crime de responsabilidade.
O relatório se refere aos mesmos crimes da denúncia: a assinatura de decretos suplementares ao 
orçamento sem autorização do Congresso e o atraso ao repasse de verbas aos bancos públicos, o que, 
segundo Anastasia, os transformou em credores do governo, o que é proibido pela Lei de 
Responsabilidade Fiscal.
Os atos, entenderam os senadores que votaram a favor do parecer, ofenderam os artigos 85, inciso 
VI, e 167, inciso V da Constituição Federal, e os artigos 10, item 4, e 11, item 2, da Lei 1.079/1950. 
Teriam ofendido também os artigos 85, VI, e 11, item 3, da lei pela contratação ilegal de operações 
de crédito com instituição financeira controlada pela União.
Segundo o roteiro do impeachment, agora os trabalhos retornam à Comissão Especial do Senado, 
que notifica Dilma para que apresente a sua defesa. A presidente poderá não comparecer ou não 
responder às perguntas formuladas. Encerrando os trabalhos, a comissão faz uma segunda votação, 
admitindo ou não o parecer do relator sobre o mérito do pedido de impeachment.
Depois, a comissão elabora um parecer sobre o mérito das acusações, e o documento é encaminhado 
para que o Plenário faça sua segunda manifestação no processo. Também por maioria simples, 
estando presentes pelo menos 41 senadores, o Senado decide sobre o parecer. Caso rejeite, o 
processo é arquivado e a presidente, reconduzida ao cargo. Caso aceite, inicia-se a terceira e última 
fase do processo: o julgamento.
Dilma será então notificada para que novamente apresente sua defesa. O presidente do STF marcará 
a data de julgamento. Nessa fase serão ouvidos mais uma vez a defesa e a acusação.
Segundo o Senado, encerrada a discussão, o presidente do STF anuncia a votação doimpeachment, 
que deve ocorrer no painel eletrônico. Nessa última decisão, são necessários 54 votos favoráveis 
(dois terços da composição da Casa) para que a presidente perca o mandato definitivamente e tenha 
os direitos políticos suspensos por oito anos. Se o impeachment não for aprovado, a presidente é 
reconduzida ao cargo.
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