quinta-feira, 14 de abril de 2016

O REPUBLICANISMO SUICIDA DO PT


Lula com o chefe dos irmãos metralhas Marinho, da Globo: a voz da plutocracia predadora

Imagine um jogo de futebol em que um time compre o juiz e entre com 13 jogadores.
Você sabe disso.
E mesmo assim entra em campo com 11 jogadores e finge não notar a roubalheira do árbitro.
Este é, em suma, o republicanismo à PT. O melhor adjetivo para qualificá-lo, como se vê hoje, é 
suicida.
Republicanismo suicida.
Na política, sobretudo num país dominado por uma plutocracia corrupta e predadora, você tem que 
jogar o jogo de acordo com o adversário, e não com princípios românticos que podem ser facilmente 
destruídos por gente interessada em manter a sociedade num estágio de desigualdade primitiva.
Nas circunstâncias brasileiras, republicanismo é uma palavra que a direita usa para minar os outros – 
sem quejamais pratique.
O republicanismo conservador é FHC nomeando Gilmar Mendes para o STF ou Mário Covas 
colocando seu chapa Robson Marinho no Tribunal de Contas do Estado.
Roosevelt, nos Estados Unidos, só conseguiu implantar sua New Deal – hoje um modelo para o 
revolucionário Bernie Sanders – quando indicou para a Suprema corte juízes progressistas, alinhados 
com seu ideário.
Até então, Roosevelt sofria sucessivas derrotas num Supremo predominantemente conservador.
Lula, no Brasil, optou por indicar, por exemplo, Joaquim Barbosa por ser negro. Barbosa se 
converteria, logo, numa extensão togada da plutocracia.
Na Polícia Federal, o republicanismo petista deixou que seu comando ficasse nas mãos brutalmente 
partidarizadas de delegados antipetistas.
Na Lava Jato, isto se revelou uma tragédia. Nada aconteceu com delegados da Lava Jato que, na 
campanha presidencial, publicaram barbaridades contra Dilma nas redes sociais.
Sérgio Moro é filho do republicanismo petista. Sua atuação francamente antipetista jamais foi 
contestada pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Moro teve campo livre para ir fazendo 
coisas indecentes como forçar Lula a um depoimento e grampear conversas presidenciais.
Tudo em nome do republicanismo.
Mas em nenhuma área a postura autodestrutiva do PT foi mais deletéria para a democracia do que na 
imprensa.
As empresas jornalísticas que orquestram o golpe foram amplamente financiadas por Lula e Dilma 
por meio de verbas publicitárias bilionárias.
Apenas a Globo recebeu anualmente 500 milhões de reais com audiências declinantes e um conteúdo 
jornalístico criminoso. Tudo isso sem contar a tolice que é um governo petista fazer propaganda para 
um público – o da Globo – que abomina qualquer coisa ligada ao PT.
Lula teve uma esplêndida oportunidade de moralizar as verbas publicitárias governamentais. Sua 
administração poderia partir da chamada base zero para determinar os gastos com propaganda.
Outros presidentes, antes de Lula, fizeram o mesmo. Mas em troca de apoio. FHC abarrotou a Globo 
de dinheiro público, não apenas pela publicidade mas por financiamentos de bancos estatais, mas foi 
tratado como um estadista imaculado. A Globo simplesmente ignorou a compra de votos no 
Congresso que permitiu o segundo mandato do decano dos golpistas de 2016.
Num país como a Suécia, o republicanismo é uma virtude admirável porque sua plutocracia é 
civilizada.
Num país como o Brasil, em que a plutocracia é predadora, republicanismo, para voltar à metáfora 
do futebol, é você jogar com onze quando o adversário tem 13 e mais um juiz ladrão.
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