sexta-feira, 1 de abril de 2016

GRAMPEADOR E VAZADOR CONTUMAZ, MORO PROIBE ANOTAÇÔES E GRAVAÇÂO DE SUA PRÓPRIA PALESTRA

O Global também impediu transmissão online durante sua participação em congresso no auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, na capital paulista

Em 30 anos de jornalismo, eu já vi todo tipo de fonte paranoica, mas nunca tive notícia de algo 
semelhante em um evento público: repórteres proibidos de anotar as falas de um palestrante!
O mais constrangedor, no entanto, não foi o arroubo autoritário do juiz Sérgio Moro. 
Dele, depois da divulgação criminosa das conversas de Dilma e Lula, não se pode esperar outra 
coisa. O incrível mesmo é saber que jornalistas obedeceram a uma ordem dessas, como 
cordeirinhos num lava jato.

Duas semanas após liberar a divulgação de gravações do ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro, 
responsável pela Operação Lava jato na primeira instância, decidiu proibir que sua palestra fosse 
gravada durante evento realizado nesta terça-feira (29), em São Paulo. Moro foi um dos convidados a 
discursar no evento "Combate à corrupção: desafios e resultados. Casos Mãos Limpas e Lava Jato", 
realizado no auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª Região.
O magistrado também proibiu que os jornalistas que acompanhavam o evento digitassem suas falas 
em tablets e em celulares, além de exigir que o canal de TV online do Ministério Público Federal, 
que transmitia o evento, interrompesse as filmagens enquanto ele palestrava.
A organização do evento impôs ainda o prazo de 10 minutos para que fossem realizadas fotos do 
magistrado, ao início do evento.
Moro também foi o único convidado do congresso – que incluía ainda a participação do magistrado 
italiano Piercamillo Davigo, integrante da força tarefa Mãos Limpas (realizada nos anos 1990, na 
Itália) – que não autorizou a realização de perguntas por parte da plateia, formada majoritariamente 
por membros do Ministério Públicoe do Poder Judiciário.
Ainda nesta terça-feira, o juiz Sérgio Moro enviou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal 
Federal (STF) pedindo desculpas por "constrangimentos" provocados pela divulgação dos áudios 
envolvendo conversas do ex-presidente Lula. O magistrado negou que esse ato tenha sido motivado 
por intenções políticas.
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