sábado, 2 de abril de 2016

CONTRA OS ABUSOS DE MORO, OKAMOTTO PEDE AO STF ANULAÇÃO DA CARBONO 14


O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, enviou ao ministro Teori Zavascki, relator da 
Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), uma petição contra o juiz Sergio 
Moro, que conduz os processos da operação em Curitiba. Segundo o documento, ao autorizar a 
deflagração da 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14, Moro desrespeitou a decisão proferida na 
quinta-feira (31) pelo STF, segundo a qual o magistrado deve remeter à Corte as investigações 
contra o ex-presidente Lula, assim como outras apurações ligadas a ele.

Do Instituto Lula: Nota enviada ao Jornal Nacional

A reabertura de um caso encerrado em outras instâncias 
judiciais, a partir de ilações sem fundamento, é mais uma 
arbitrariedade cometida pelo juiz Sergio Moro contra o ex-
presidente Lula. Por agir assim, este juiz já foi severamente 
advertido pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão unânime 
na última quinta-feira. Ao perseverar nessa atitude de nítida 
perseguição política e pessoal, tentando envolver Lula em suas 
teorias de conspiração, o juiz Moro e a Força Tarefa afrontam a 
Suprema Corte, os direitos de Lula e de cada cidadão.

247 - O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, enviou ao ministro Teori Zavascki, relator da 
Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), uma petição contra o juiz Sergio Moro, que 
conduz os processos da operação em Curitiba. Segundo o documento assinado por três advogados de 
Okamotto, ao autorizar a deflagração da 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14, Moro desrespeitou a 
decisão proferida na quinta-feira (31) pelo STF, segundo a qual o magistrado deve remeter à Corte as 
investigações contra o ex-presidente Lula, assim como outras apurações ligadas a ele.
A defesa do presidente do Instituto Lula argumenta que a Operação Carbono 14 foi baseada nos 
mesmos inquéritos que deram origem aos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de 
Okamotto e Lula na 24ª fase da Lava Jato. A 27ª fase da Lava Jato seria, portanto, segundo os 
advogados, "conexa" à investigação sobre Lula e deveria ter sido remetida ao Supremo.
Okamotto pede, então, a anulação da Operação Carbono 14 e que o STF tome "providências" contra 
suposto crime de desobediência praticado por Sergio Moro.
"Salta aos olhos, aliás, esta estranha maneira casuísta com que a autoridade reclamada tem tratado os 
institutos da conexão e continência, valendo-se a bel-prazer de pesos e medidas diferentes conforme 
sua própria conveniência e corriqueiramente insistindo em descumprir as decisões proferidas por este 
Supremo Tribunal Federal", diz o pedido da defesa de Paulo Okamotto, segundo a qual Moro se 
apressou a deflagrar a Carbono 14 pouco depois da decisão do STF, "antes que recebesse ofício com 
determinação para seu cumprimento".

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