segunda-feira, 28 de março de 2016

SEM APOIO DE ADVOGADOS, O ALMOFADINHA QUE COMANDA A OAB PASSA VEXAME


Presidente da OAB, Claudio Lamachia, passa por um constrangimento histórico nesta tarde 
em Brasília; ao tentar entregar um pedido de impeachment, ele foi barrado por advogados aos 
gritos de "não vai ter golpe" e "a OAB apoiou a ditadura". Lamachia recebeu hoje mais cedo 
um requerimento de advogados com cerca de 150 assinaturas pedindo para que a Ordem 
realize nova consulta à categoria e adie a entrega do novo pedido de impeachment contra a 
presidente Dilma. #OABrepete64 foi uma das principais hashtags do dia no Twitter. 

247 – O presidente da OAB, Claudio Lamachia, passou um vexame histórico em Brasília na tarde 
desta segunda-feira 28, ao ser barrado na tentativa de entregar ao presidente da Câmara, Eduardo 
Cunha (PMDB-RJ), um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Um grupo de advogados, aos gritos de "não vai ter golpe" e "a OAB apoiou a ditadura", tenta 
impedir a entrada de Lamachia na sala de Cunha. Outro grupo, em apoio ao presidente da OAB, grita 
"fora, PT". "Nesse momento os advogados que defendem a Democracia e a Constituição estão 
rechaçando o descabido pedido de impeachment da OAB", comentou no Twitter o deputado Wadih 
Damous (PT-RJ), que está no local.
Lamachia recebeu mais cedo, nesta segunda, três pedidos de advogados para que a Ordem realize 
consulta ampla à categoria sobre a questão e adie a entrega do novo pedido de impeachment. 
Marcello Lavenère, conselheiro da OAB e ex-presidente da entidade, reuniu cerca de 150 
assinaturas, que afirma que "na reunião do Conselho da OAB [que decidiu se posicionar a favor do 
impeachment], não houve decisão no sentido de que a Ordem entraria com pedido de impeachment" 
(leia mais).
Segundo Lamachia, os pedidos para suspender a decisão da entidade de apoiar o afastamento da 
presidente Dilma Rousseff não representam a categoria e a entrega do novo pedido não será adiada. 
Ele nega que haja um racha na instituição sobre o tema (leia mais abaixo). Lamachia ponderou ainda 
que a decisão de apoiar o pedido de afastamento de Dilma foi técnica e ouviu mais de 5 mil 
dirigentes da Ordem.
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