Presidente da OAB, Claudio Lamachia, passa por um constrangimento histórico nesta tarde
em Brasília; ao tentar entregar um pedido de impeachment, ele foi barrado por advogados aos
gritos de "não vai ter golpe" e "a OAB apoiou a ditadura". Lamachia recebeu hoje mais cedo
um requerimento de advogados com cerca de 150 assinaturas pedindo para que a Ordem
realize nova consulta à categoria e adie a entrega do novo pedido de impeachment contra a
presidente Dilma. #OABrepete64 foi uma das principais hashtags do dia no Twitter.
247 – O presidente da OAB, Claudio Lamachia, passou um vexame histórico em Brasília na tarde
desta segunda-feira 28, ao ser barrado na tentativa de entregar ao presidente da Câmara, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Um grupo de advogados, aos gritos de "não vai ter golpe" e "a OAB apoiou a ditadura", tenta
Um grupo de advogados, aos gritos de "não vai ter golpe" e "a OAB apoiou a ditadura", tenta
impedir a entrada de Lamachia na sala de Cunha. Outro grupo, em apoio ao presidente da OAB, grita
"fora, PT". "Nesse momento os advogados que defendem a Democracia e a Constituição estão
rechaçando o descabido pedido de impeachment da OAB", comentou no Twitter o deputado Wadih
Damous (PT-RJ), que está no local.
Lamachia recebeu mais cedo, nesta segunda, três pedidos de advogados para que a Ordem realize
consulta ampla à categoria sobre a questão e adie a entrega do novo pedido de impeachment.
Marcello Lavenère, conselheiro da OAB e ex-presidente da entidade, reuniu cerca de 150
assinaturas, que afirma que "na reunião do Conselho da OAB [que decidiu se posicionar a favor do
impeachment], não houve decisão no sentido de que a Ordem entraria com pedido de impeachment"
(leia mais).
Segundo Lamachia, os pedidos para suspender a decisão da entidade de apoiar o afastamento da
presidente Dilma Rousseff não representam a categoria e a entrega do novo pedido não será adiada.
Ele nega que haja um racha na instituição sobre o tema (leia mais abaixo). Lamachia ponderou ainda
que a decisão de apoiar o pedido de afastamento de Dilma foi técnica e ouviu mais de 5 mil
dirigentes da Ordem.
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