Jornal GGN - Dentro do grupo de procuradores do Ministério Público de São Paulo que investigava
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso referente ao triplex no Condomínio Solaris, no
Guarujá, teve um que desistiu de assinar a denúncia, por não concordar com o pedido de prisão
preventiva a Lula.
É José Reinaldo Guimarães Carneiro, promotor de Justiça de larga experiência criminal, integrando
núcleo de combate ao crime organizado do Ministério Público Estadual e também participou de
investigações sobre o caso da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em
2002. Carneiro é mestre em direito processual penal pela PUC-SP e autor do livro "Crime
Organizado" (ed. Saraiva).
A informação foi apurada pelo jornal Valor Econômico. De acordo com a redação, Carneiro
A informação foi apurada pelo jornal Valor Econômico. De acordo com a redação, Carneiro
discordou dos três colegas Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo. Por isso,
desistiu de assinar a denúncia.
Além de colocar o seu nome junto aos demais promotores, apesar de ter acompanhado o processo de
Além de colocar o seu nome junto aos demais promotores, apesar de ter acompanhado o processo de
investigação do grupo estadual, também não quis participar da coletiva de imprensa, concedida na
tarde desta quinta-feira (10).
A reportagem lembrou, ainda, que a publicação da denúncia ocorre em um contexto de disputa
A reportagem lembrou, ainda, que a publicação da denúncia ocorre em um contexto de disputa
política no Ministério Público de São Paulo. Em abril, os promotores irão eleger o novo procurador-
geral de Justiça, que comandará a Comarca.
Os colegas Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo são aliados à oposição
Os colegas Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo são aliados à oposição
do atual procurador Marcio Elias Rosa, que trabalha para a eleição do seu sucessor, o procurador de
Justiça Gianpaolo Smanio, dando sequência aos seu segundo mandato.
Ainda que ocorre a votação dos promotores para o MPSP, a decisão final é do governador Geraldo
Alckmin (PSDB), que independentemente da votação final, poderá escolher qualquer um dos
candidatos: Gianpaolo Smanio, Eloisa Arruda ou Pedro Jesus Juliotti.
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