sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

“Vamos partir pra ignorância”: o nó na cabeça dos extremistas pós-STF.


Chefe dos Retardados Marcello Reis: “Se Dilma não cair até março, vamos derruba-la”

por : Kiko Nogueira

A histeria coletiva dos Revoltados Online já deu provas suficientes de que, além de lucrativa, não é 
inofensiva. Para ficar num exemplo, em julho um membro do grupo conseguiu invadir a comitiva 
presidencial brasileira nos Estados Unidos.
O rapaz está livre, leve e solto porque esse povo de bem recebeu um salvo conduto em 2015 e age 
impunemente.
Mas a sessão do STF que destroçou o voto de Fachin levou a coisa a um novo patamar de 
insanidade. 
Um tal Rodrigo Brasil escreveu o seguinte: “STF rasga a constituição e declara que o Collor sofreu 
um golpe. Ou partimos para ignorância (sic) ou esperamos sentados….”
Marcello Reis, o fundador, foi mais longe num vídeo no Facebook: “Se ela não cair até 13 de março 
de 2016, nós vamos derrubá-la”. Nos comentários, alguns falam em “meter um tiro na cabeça da 
vaca” etc.
Tudo é travestido naquela conversa paranoica de que o bolivarianismo dominou as instituições, de 
que vivemos numa ditadura etc — e mande dinheiro para a conta.
Pode isso? O que significa exatamente “partir para a ignorância”? Como o fulano pretende “derrubar 
a Dilma”?
Em junho, um americano chamado Brian D. Dutcher foi preso depois de dizer a um segurança de 
uma biblioteca que “daria um jeito no usurpador”, referindo-se a Obama.
Descobriu-se que, um mês antes, Dutcher havia escrito no FB: “Matar Obama é nosso DEVER 
CONSTITUCIONAL!” Nos EUA, ameaçar o presidente em redes sociais e outros meios é um crime 
cuja pena é de cinco anos de cana, no mínimo, e multa de 250 mil dólares.
No Brasil, não há razão alguma para crer que o clima não vai continuar esquentando. A violência 
desses desequilibrados já transformou em aceitáveis, ao menos para eles e seus asseclas, 
comportamentos hediondos.
No último protesto anti Dilma em Copacabana, um menor escapou por pouco de ser linchado. 
Manifestantes o cercaram e o agrediram até que a polícia o encaminhou a uma viatura.
No caminho, uma mulher gritava “tem que metralhar, tem que metralhar”, outro pedia para “chamar 
os direitos humanos” e um cidadão filmava o garoto negro dentro do carro da PM como se estivesse 
num zoológico.
Uma amiga postou uma foto da Avenida Paulista no dia 16 com a legenda “Não vai ter golpe”. Um 
sujeito copiou e colou um texto de WhatsApp sem pé nem cabeça falando em Venezuela, “bilhões do 
BNDES”, convocação do “exército vermelho” (!?) e outras sandices.
Sua cunhada a chamou de imbecil, a mãe da cunhada afirmou que ela é desonesta. Uma senhora que 
ela mal conhece achou normal dar-lhe lições de política e de moral — senhora esta que é produtora 
de programas policias com flagrantes forjados e todo tipo de armação.
O plano de dominação comunista que essa direita extremista alardeava não deu em nada, mas seus 
seguidores e idiotas úteis conseguiram, num espaço relativamente curto de tempo, subverter as regras 
sociais mais básicas. A revoltada que ofende uma pessoa na internet acha OK encontrar a vítima no 
churrasco e desejar-lhe paz e prosperidade.
É tudo culpa do PT, no final das contas. Inclusive a hérnia de disco e o Natal. Sorte que, em março, 
esses guerreiros darão um jeito nessa pouca vergonha.
___________________________________________

Nenhum comentário: