Cunha com o banqueiro Andre Esteves, no início do ano simbolizando um mundo político
putrefato
Por : Paulo Nogueira
As coisas chegaram a um tal ponto que não basta cassar Eduardo Cunha.
Ele tem que ser preso.
Nada, chantagem, ameaça de impeachment, nada justifica manter Eduardo Cunha.
Ele é o símbolo máximo de um mundo político putrefato.
Ele representa a vitória da plutocracia sobre a democracia. O dinheiro – dinheiro sujo — o levou a
Por : Paulo Nogueira
As coisas chegaram a um tal ponto que não basta cassar Eduardo Cunha.
Ele tem que ser preso.
Nada, chantagem, ameaça de impeachment, nada justifica manter Eduardo Cunha.
Ele é o símbolo máximo de um mundo político putrefato.
Ele representa a vitória da plutocracia sobre a democracia. O dinheiro – dinheiro sujo — o levou a
uma posição de enorme poder para que Cunha defendesse, no Congresso, os interesses dos
plutocratas.
Está escrito em sua testa ampla: “Eu defendo os ricos e os poderosos. Eu sou um instrumento da
Está escrito em sua testa ampla: “Eu defendo os ricos e os poderosos. Eu sou um instrumento da
iniquidade e da desigualdade. Eu não estou nem aí para os desfavorecidos.”
E ele cumpriu sua agenda torpe na Câmara do seu jeito brutalmente indecente. Cunha encontrou uma
E ele cumpriu sua agenda torpe na Câmara do seu jeito brutalmente indecente. Cunha encontrou uma
maneira de aprovar a permanência do financiamento privado, a janela pela qual os plutocratas
tomaram de assalto a democracia.
Lutou pela pilhagem dos direitos trabalhistas ao fazer aprovar um projeto favorável à terceirização.
Pesa agora contra ele a acusação de haver manobrado para fazer passar medidas que trariam ainda
Lutou pela pilhagem dos direitos trabalhistas ao fazer aprovar um projeto favorável à terceirização.
Pesa agora contra ele a acusação de haver manobrado para fazer passar medidas que trariam ainda
mais bilhões aos já muitos de André Esteves, do BTG Pactual.
Por este serviço, segundo as denúncias, ele teria recebido 45 milhões de reais.
Cunha nega, assim como nega as contas na Suíças, das quais não é dono, mas “usufrutuário”, para
Por este serviço, segundo as denúncias, ele teria recebido 45 milhões de reais.
Cunha nega, assim como nega as contas na Suíças, das quais não é dono, mas “usufrutuário”, para
lembrar a palavra que ele imortalizou e colocou no dicionário das infâmias de 2015.
Um deputado que se mantivesse no cargo depois de tantas delinquências comprovadas seria uma
Um deputado que se mantivesse no cargo depois de tantas delinquências comprovadas seria uma
aberração. Tratando-se do presidente do Congresso, é uma vergonha nacional e internacional.
Tão rigoroso com tanta gente, sobretudo petistas, onde está Moro no caso mais dramático de
Tão rigoroso com tanta gente, sobretudo petistas, onde está Moro no caso mais dramático de
corrupção do país?
Escondido.
Um dos motivos, talvez o maior, é que Cunha tem poder de retaliação, algo que não agrada a Moro.
E a imprensa, a autoproclamada fiscalizadora dos políticos: por que Cunha jamais entrou no seu
Escondido.
Um dos motivos, talvez o maior, é que Cunha tem poder de retaliação, algo que não agrada a Moro.
E a imprensa, a autoproclamada fiscalizadora dos políticos: por que Cunha jamais entrou no seu
radar?
Esta é fácil: porque ele defendeu sempre os interesses dos donos das grandes empresas de mídia. Por
Esta é fácil: porque ele defendeu sempre os interesses dos donos das grandes empresas de mídia. Por
isso virou um intocável, um inimputável. A agenda econômica de Cunha é a agenda econômica dos
Marinhos, dos Frias, dos Civitas. Numa palavra, a perpetuação da desigualdade.
A sociedade deve aos suíços – não a Moro e os policiais da Lava Jato, não à imprensa livre
A sociedade deve aos suíços – não a Moro e os policiais da Lava Jato, não à imprensa livre
fiscalizadora – o desmascaramento de Eduardo Cunha.
Não fossem os suíços, ele estaria fazendo o serviço de sempre na Câmara. Não fossem os suíços, sua
mulher Claudia continuaria a postar no Facebook fotos que demonstravam a vida suntuosa do casal,
e incompatível com o ordenado de um deputado.
Muitas vezes você tem que descer ao abismo para mudar alguma coisa que parece impossível de
mudar.
O Brasil teve que enfrentar uma inflação de 80% ao mês para que a sociedade gritasse que não dava
O Brasil teve que enfrentar uma inflação de 80% ao mês para que a sociedade gritasse que não dava
mais. O próprio Malan, homem forte da economia sob FHC, admitia isso. Veio a estabilidade com
FHC, e teria vindo com qualquer outro, dada a exaustão absoluta dos brasileiros com a inflação
desmesurada.
Agora, na política, Eduardo Cunha representa o que a hiperinflação foi para a economia.
Há que tirá-lo de cena para que um paciente trabalho de reconstrução política possa ser iniciado.
E já não é suficiente cassá-lo, repito. É imperioso prendê-lo.
Agora, na política, Eduardo Cunha representa o que a hiperinflação foi para a economia.
Há que tirá-lo de cena para que um paciente trabalho de reconstrução política possa ser iniciado.
E já não é suficiente cassá-lo, repito. É imperioso prendê-lo.
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