Tocqueville dizia que quando o passado não ilumina o futuro o espírito vive em trevas.
Olhando para 1946, 1950, 1954, 1961 e 1964 contemplamos agora algo de novo? Vimos nas eleições
de 2014 que Lacerda não morreu. Proclamado o resultado das eleições, imediatamente a palavra de
ordem da direita golpista é impeachment. Os fundamentos exatos eles veem depois.
O espírito de Lacerda vive em Aécio, Serra e cúmplices, mas suspeito que Lacerda talvez tivesse
O espírito de Lacerda vive em Aécio, Serra e cúmplices, mas suspeito que Lacerda talvez tivesse
algum pudor de dar sustentação e proteger a delinquência de Eduardo Cunha.
Realmente, nada de novo. Nos métodos e nos fins. Nos anos 50, o objetivo era entregar o petróleo a
interesses estrangeiros, arrocho salarial, etc. Hoje, aprofundar o neoliberalismo, eliminar direitos
sociais, entregar o pré-sal, como persegue obsessivamente Serra, garantir um superávit primário que
remunere parasitas rentistas, abocanhando recursos da saúde, educação, previdência, moradia, etc.
Nunca e nenhuma palavra, por exemplo, sobre a histórica e iníqua desigualdade que condena
milhões de brasileiros a uma subvida, ou sobre o massacre de jovens e negros nas periferias.
Ajudaria se a presidenta Dilma deixasse de adotar o programa dos que querem derrubá-la, supondo
que de joelhos defende melhor seu mandato e sua trajetória política. A lógica mais trivial assegura
que é melhor amparar-se nos aliados do que nos adversários e que não é razoável esperar que seu
mandato seja defendido nas ruas pelos que sofrem na carne os efeitos das duras medidas adotadas no
segundo mandato.
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