segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Até quando a mídia vai blindar Aécio?



Os escândalos de Aécio tem sido sistematicamente varridos para debaixo do tapete, como aliás
acontece com todo escândalo tucano.
É só aparecer um tucano na história que as rotativas, misteriosamente, param de funcionar.
Os satélites pifam.
Na campanha eleitoral, quando Aécio foi posto sob os holofotes nacionais, vieram à tôna histórias
estranhas sobre tráfico de drogas em Claudio, aeroportos construídos em terras do tio, helicópteros
cheios de pó, ossada humana em fazendas de Claudio, milhões de reais de verba pública aplicado em
rádios da família, denúncias de policial civil.
Com exceção do aeroporto, que não conseguiu esconder, a mídia não deu nada.
Aécio perdeu a eleição, mas permaneceu com a imagem imaculada de santo.
Dilma ganhou o pleito e seus adversários a chamam de “bandida”, apesar de não existir, mesmo após
anos de perseguição, um fio de cabelo contra ela.
Se Dilma mandasse construir, com verba pública, uma casinha de cachorro no quintal de sua casa em
Belo Horizonte, seria vendido pela mídia como o maior escândalo político desde a invenção do fogo.
Mas vocês sabem como é o Brasil: tucano pode tudo.
Leiam o post abaixo, do Miro e do Artigo de Estadão sobre o "abandono" paulista do Aecioporto e os
escândalos cabeludíssimos envolvendo sua família.



Estadão descarta Aécio, o “selvagem”

A mídia tucana, concentrada em São Paulo, já começa a descartar Aécio Neves, o cambaleante mineiro. Na semana passada, “Veja” deu nota zero para o senador, o pior no ranking da revista. Nesta quinta-feira (1), o Estadão publicou artigo venenoso contra o presidenciável derrotado. Assinado por Isadora Peron, o texto é demolidor. Afirma que Aécio Neves tenta se consolidar com a imagem de líder da “oposição selvagem”, mas terá de enfrentar “adversários fortes” para se viabilizar como candidato do PSDB em 2018. O jornalão da oligarquia paulista, que no passado já disparou o petardo “pó pará, Aécio”, numa insinuação tóxica, não esconde a sua simpatia pelo governador Geraldo Alckmin. Vale conferir trechos do artigo:
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Mesmo após ter conquistado cerca de 51 milhões de votos na eleição presidencial, o senador Aécio Neves (MG) ainda não conseguiu se firmar como nome natural do PSDB para 2018. Para se candidatar novamente ao Palácio do Planalto, ele terá de superar disputas internas e enfrentar adversários fortes, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Até agora, os dois tucanos têm adotado estratégias diferentes para alcançar o mesmo objetivo. Enquanto Aécio investe num estilo mais agressivo, Alckmin procura manter o seu perfil moderado.
Aclamado como líder inconteste da oposição no Congresso, o mineiro passou a atuar na linha de frente da “oposição selvagem” que o PSDB tem feito ao governo da presidente Dilma Rousseff. Desde que voltou ao Senado, após o 2.º turno das eleições, ele já chamou o PT de “organização criminosa”, deu apoio a protestos contra denúncias de corrupção e mostrou que o partido aprendeu a usar as manobras regimentais para complicar a vida da base aliada. “Vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada”, disse a correligionários durante a votação para alterar a meta fiscal.
Já Alckmin investe numa relação republicana com Dilma, para não perder o apoio da União em projetos importantes para o Estado. No final do ano, enquanto o PSDB armava todas as suas artilharias contra Dilma, chegando a pedir a cassação da candidatura da petista, o governador se encontrou com ela para negociar um pacote de ajuda bilionário a São Paulo.
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Na maior caradura, o jornalão – que fez campanha escancarada para o presidenciável do PSDB – revela agora que “Aécio foi um senador ausente em seu primeiro mandato, com uma passagem pouco expressiva pelo parlamento”. Confessa, desta forma, que cometeu estelionato eleitoral e ludibriou os seus leitores mais tacanhos. O Estadão ainda tira uma casquinha ao lembrar a “dupla derrota” que o cambaleante tucano sofreu em Minas, seu Estado natal. “Além de o candidato ao governo do PSDB ter sido derrotado pelo PT, o próprio Aécio recebeu menos votos que Dilma em seu reduto eleitoral”. Quanto a Geraldo Alckmin, o jornal afirma que ele terá apenas “de fazer uma gestão muito melhor do que a primeira”. Melhor do que a primeira? Só se for na Cantareira!
Durante a campanha de 2014, Aécio Neves contou com o apoio obstinado da maior parte da mídia.
O objetivo era derrotar o chamado “lulopetismo” e impedir o segundo mandato de Dilma Rousseff.
Em seus raivosos editoriais, o Estadão não escondeu essa postura militante.
Nas capas espalhafatosas, o jornalão poupou o senador mineiro-carioca e só apresentou manchetes negativas contra o atual governo. Passada o pleito, porém, a famiglia Mesquita já se reposiciona politicamente. Ela descarta Aécio Neves, o “selvagem”, como bagaço, e ingressa no ninho tucano para alavancar o “moderado” Geraldo Alckmin. O senador mineiro que se cuide! Pode não sobrar pó na sua carreira política!
Em dezembro, por solicitação do comando de campanha de Aécio Neves, a Justiça determinou a quebra dos sigilos cadastrais e eletrônicos de 20 usuários do Twitter que criticaram o presidenciável do PSDB. Com base nesta decisão arbitrária, os advogados do tucano terão acesso aos dados desses internautas, o que possibilitaria a identificação e o pedido de punição individual.
O cambaleante justificou a perseguição alegando que foi vítima de “caluniadores” e “detratores”.
Caso insista em concorrer novamente em 2018, desafiando os paulistas Geraldo Alckmin e até o eterno candidato José Serra, o senador mineiro-carioca sentirá no lombo como se dá a ação dos “caluniadores” e “detratores” da grande imprensa! Ele até sentirá saudades dos tuiteiros censurados!
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