Desde 2013 o governo labuta para cobrir o rombo do setor elétrico, causado pelo represamento das
tarifas. Como não existe almoço grátis as distribuidoras penduraram a despesa, turbinada com a
estiagem daquele ano, que obrigou o setor a usar as térmicas, cujo valor unitário é quase o dobro do
hidrelétrico.
Calculava-se o rombo em R$ 25 bilhões, mas o governo relutou em socorrer as elétricas, o que só fez
Calculava-se o rombo em R$ 25 bilhões, mas o governo relutou em socorrer as elétricas, o que só fez
em 2014, ano eleitoral, no qual não queria ouvir falar em apagão: o socorro veio em forma de um
empréstimo de R$ 17,8 bilhões, o que evitou um curto circuito nas transmissões.
No raiar desse 2015, o setor elétrico já foi chorar no gabinete do ministro das Minas e Energia - que,
No raiar desse 2015, o setor elétrico já foi chorar no gabinete do ministro das Minas e Energia - que,
aliás, embora tenha feito carreira política no Amazonas, é nascido em Belém, o que faz com que o Pará
tenha dois ministros no atual governo – dizendo que não pode pagar o empréstimo sem uma generosa
enfiada na conta de energia.
A turma que fiat lux é danada, pois além de estar garantido um alongamento no prazo do pagamento
A turma que fiat lux é danada, pois além de estar garantido um alongamento no prazo do pagamento
(pode até ser a perder de vista) o aumento da conta de energia elétrica, segundo o ministro “será menor
que 40%”, o que quer dizer que poderá ser 39,9%. Não vamos calcular isso em 1% para que o setor
não reine conosco.
Isso já deve ser aquela sentença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que pertence à cota do PSDB
Isso já deve ser aquela sentença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que pertence à cota do PSDB
na Esplanada dos Ministérios, que avisou na posse que o “tesouro não será um manto que contorne o
enfrentamento do problema”.
É a conta do almoço chegando.
É a conta do almoço chegando.
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