sábado, 22 de novembro de 2014

Serra foi o terceiro candidato mais beneficiado por doações de empreiteiras do Lava Jat



No ViomundoSERRA, ANASTASIA E KATIA ABREU NA LISTA DOS QUE 



Atentem ao tratamento dispensado para o PSDB e DEM. Na capa do UOL (imagem, no topo), 
em letras pequenas, eles aparecem junto com PMDB, PP e PT. Depois, na parte interna, que é a 
que permanece para o leitor, PSDB e DEM somem; viram apenas oposição. E assim segue 
Folha/UOL blindando tucanos e demos.

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 
41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.
Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente 
ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da 
oposição.
Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.
Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) 
do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.
Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados 
pela direção nacional do partido.
O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de 
imprensa disse em nota que “os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva 
do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado”.
De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do 
esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, 
preso desde março.
O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, 
um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.
Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras 
irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.
Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão 
Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então 
deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.
O congressista eleito cuja campanha mais foi abastecida pelas empresas investigadas é o futuro senador 
Otto Alencar (PSD), vice-governador da Bahia, filiado ao PP até 2011. Sua campanha recebeu R$ 2,2 
milhões da OAS, Odebrecht e UTC.
As doações listadas nesta reportagem foram registradas legalmente na Justiça Eleitoral e não há notícia 
de que estejam sob suspeita ou investigação.
A única menção genérica a doações legais, até agora, surgiu nono relatório da PF da última fase da 
Operação Lava Jato.
O documento, assinado pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, diz que a apuração “coloca em 
xeque” os repasses legais feitos pelas empreiteiras às campanhas tendo em vista que planilha 
apreendida na casa de Paulo Roberto Costa vincula o nome de executivos das empreiteiras a valores 
para doações eleitorais.
Cabe ao Supremo Tribunal Federal, devido às regras do foro privilegiado, conduzir as investigações 
sobre congressistas sob suspeita de participação no escândalo da Petrobras. O número e o nome deles 
ainda não é conhecido.
No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio 
Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu 
(PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito 
Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.
No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia 
(PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-
BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).
As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 
41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.
Na lista dos candidatos mais beneficiados o nome mais conspícuo é o de José Serra. Serra recebeu 1,2 
milhão de reais em doações da OAS e Odebrecht. Essa cifra o colocou na terceira posição entre os 
destinatários de dinheiro das construtoras, atrás apenas de Otto Alencar, senador do PSD, e Alexandre 
Leite, deputado do DEM.

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