terça-feira, 23 de setembro de 2014

Na ONU, Dilma defende esforço global para combater mudanças climáticas


Durante Cúpula do Clima, Dilma Rousseff pediu à comunidade internacional empenho em 
questões ambientais. Presidente brasileira defende que mundo precisa combater contradição 
entre desenvolvimento da economia e danos ambientais; ela está em reunião na ONU

A presidente Dilma Rousseff discursou na manhã desta terça-feira (23/09) em Nova York durante a 
Cúpula do Clima, organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) para debater questões 
ambientais. Ela defendeu que os esforços para combater mudanças climáticas devem estar 
acompanhados da redução da pobreza.
“Os pobres são os mais vulneráveis em desastres causados por mudanças climáticas. Por isso, a 
comunidade internacional precisa enfrentar a contradição entre o desenvolvimento da economia e os 
danos ambientais”, disse.
Dilma também afirmou que o Brasil "está sintonizado com os anseios de milhares pessoas que foram às 
ruas de Nova York" para pedir melhores condições ambientais. “O mundo precisa de medidas justas, 
ambiciosas e eficazes para enfrentar o desafio ambiental”, disse a presidente, que é acompanhada pelo 
chanceler Luiz Alberto Figueiredo.
A Cúpula do Clima reúne chefes de Estado, de governo e representantes de 125 países. O encontro foi 
convocado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, como um chamado ao "engajamento 
internacional" - em prol da preservação ambiental e da redução dos efeitos das mudanças climáticas.
De acordo com o jornal The New York Times, Ban Ki-moon – que participou da marcha no último 
domingo - tenta pressionar os países a ter compromisso com o tema, principalmente, pela necessidade 
de um consenso quanto ao acordo político pendente sobre o clima - que deverá ser votado em 2015.
Com a Cúpula do Clima, a ONU espera que os presidentes apresentem "sugestões públicas"para lidar 
com as mudanças climáticas. Ban Ki-moon chegou a pedir nas últimas semanas que os líderes 
participantes do encontro trouxessem "medidas concretas".
Uma das principais reivindicações de ativistas – como na marcha em Nova York - e de especialistas 
em desenvolvimento sustentável é a redução da participação do setor privado e do mercado em 
negociações sobre o clima.
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