quarta-feira, 12 de setembro de 2012

ENTRANHAS DO BARBALHISMO



No Blog do Espalha Brasa

A ex-senadora Marinor Brito (PSOL) foi recebida, na manhã de ontem, pelo procurador de Justiça do Estado do Pará, Antonio Eduardo Barleta de Almeida, e pelo promotor de Justiça Frederico Teixeira. Impossibilitado de participar, o titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível, Luiz Márcio Teixeira Cypriano - pois no mesmo horário participava de outra audiência -, confirmou por telefone que receberá Marinor na próxima sexta-feira (14), para prestar informações sobre o caso que envolve supostas ilegalidades na compra do Sistema Tapajós de Comunicação, em Santarém, pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
Marinor, durante a conversa, ouviu dos membros do Ministério Público Estadual (MPE) que, de fato, o órgão deve uma resposta não somente a ela sobre o caso, mas também à sociedade.
No entanto, justificaram que hoje o MPE conta com um quadro reduzido de procuradores e que, por conta disso, houve demora (cerca de um ano e meio) para apreciar as denúncias da ex-senadora psolista contra o senador Jader Barbalho (PMDB). Em outubro do ano passado, a Procuradoria Geral da República (PGR) recebeu a parte criminal da representação contra Jader.
"Saio daqui esperançosa, pois ouvi do procurador de Justiça, Eduardo Barleta, que em conversa via telefone com o titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível, Luiz Márcio Teixeira Cypriano, que este está empenhado na análise do processo e que na audiência da próxima sexta apresentará um claro posicionamento", disse a ex-senadora.
Caso - Pela acusação, Jader fez a compra do Sistema Tapajós de Comunicação, em Santarém, no valor de R$ 20 milhões, por meio de um contrato que ficou engavetado por dez anos, sem que fosse registrado na Junta Comercial do Estado.
Apenas após a morte do seu sócio, Joaquim da Costa Pereira, quando foi aberto o inventário, para não perder o seu patrimônio, em 2011, Barbalho fez o registro na Junta Comercial do Pará e juntou o documento ao processo.
A denúncia ressalta, ainda, que esse valor não foi registrado na Receita Federal e nem foi encontrado nas suas declarações de bens nas eleições que concorreu durante o período. A conclusão desse processo deverá se juntar à dezena de processos que existem contra Jader, como é o caso Banpará, que deverá ser julgados no Superior Tribunal Eleitoral (STE) e no Supremo Tribunal Federal (STF), já que agora o peemedebista tem foro privilegiado. (Amazônia – ORM)

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