A ilha já possui uma pista para pousos e decolagens de aviões militares.
Sansha, cujo nome é uma abreviação para as três principais ilhas da região, se situará no território da ilha de Yongxing, a maior do arquipélago de Paracel. Com pouco mais de dois quilômetros quadrados de área, ela abrigava em 2010 apenas 195 habitantes, em sua maioria burocratas e militares. Outra peculiaridade da ilha é sua imensa pista de 2500 metros para pousos e decolagens de aeronaves militares.
Mesmo com sua população reduzida, o governo chinês planeja instalar em Sansha um parlamento composto de 60 políticos escolhidos por meio de eleições diretas. A justificativa de Pequim é a de que o país precisa de “meios para administrar as ilhas”. De acordo com o jornal Beijing Times, isso provaria que o arquipélago das ilhas Paracel "não são somente um prolongamento natural da soberania nacional e do direito de governo do país sobre a região, mas também um reflexo do desejo dos habitantes locais”.
Caso a China consiga instalar uma prefeitura em Sashan, Pequim passará a controlar uma área marítima equivalente a dois milhões de metros quadrados ricos em recursos minerais e petróleo. O país emprega como argumento para o processo sua presença histórica no arquipélago, que já passou pelas mãos de franceses e japoneses.
Nações vizinhas como o Vietnã e as Filipinas contestam o procedimento e afirmam que ele “viola a soberania territorial das Filipinas” sobre o arquipélago de Kalayaan e sobre as ilhas Spratleys.
A decisão do governo chinês foi publicada no último mês de junho, momentos após o parlamento vietnamita aprovar uma lei que incluía as ilhas Paracel e Spratley ao seu território. Pela primeira vez em sua história, a Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) não emitiu um comunicado comum após reunir seus membros para tratar das diferenças sobre a questão do Mar da China Meridional.
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