quinta-feira, 17 de maio de 2012

Crise na UFOPA

Seixas Lourenço


A Universidade Federal do Oeste do Pará vive dias de insegurança, e as denúncias proliferam. O valor de diárias da Profa. Dra. Doris Faria - participou do inusitado caso da lixeira com sensor automático da UNB, lembram? - ultrapassa o das diárias do reitor, e alguns professores recebem suas diárias e bolsas do PARFOR, enquanto outros apenas um sorriso de agradecimento. As desculpas dadas pela administração da UFOPA são, por exemplo, “falta de carga horária do professor”, “número de turmas excedidas” e “período de férias”.
As instruções normativas e portarias “criadas na UFOPA” já deram o que falar: em sua maioria 99% são cópias fiéis das da UFPA.
Sobre o estágio probatório: o prazo para interposição de recurso na UFPA é de 30 dias (baseado na lei federal), mas na UFOPA são de 3 dias e no formulário é 48 horas.
A média para aprovação no estágio probatório na UFPA, onde há inúmeros cursos de capacitação para os técnicos administrativos, cursos para os professores atuarem nos níveis strict senso e lato senso, graduações, grupos de pesquisas, parque tecnológico, apoio das empresas como Vale, Alunorte, cursos e capacitação para técnicos administrativos, entre outras, é 6. A UFOPA, onde não há nem lugar para técnico trabalhar, para o professor sentar, muito menos disciplina para lecionar, cobra 7, uma nota maior que a universidade tutora, que tem mais de 50 anos.
Os cursos de capacitação para os técnicos administrativos viraram piada de mau gosto: os funcionários do interior não têm a menor chance de participar, porque não são contemplados com diárias e passagens.
E a sujeira impera. Quem limpa o campus de Santarém são os próprios técnicos, alunos e professores. Nem faxineira há. Algo precisa ser feito, e com urgência.
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