terça-feira, 15 de maio de 2012

CPI: Paulo Teixeira quer convocar mulher de Gurgel e Collor quer o dono da VEJA


Teixeira: Policarpo tem que explicar uma por uma

No programa Entrevista Record Atualidade que a Record News exibe nesta segunda feira às 22h15, logo depois do programa do Heródoto Barbeiro, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), ex-lider do partido e membro da CPMI considera que a sub-Procuradora Claudia Sampaio, mulher de Roberto Gurgel, o brindeiro Procurador, deve ser convocada para depor.
Teixeira acha indispensável que a sub-Procuradora explique por que ficou um ano sem investigar as ligações de Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres.
Ele considera que, se o povo de Goiás soubesse do que sabe agora, provavelmente Demóstenes não teria sido eleito.
Sobre Robert(o) Civita e Policarpo Junior, Teixeira acha necessário ouvir Policarpo, que manteve uma relação de dez anos com Cachoeira e chegou a depor a favor dele.
É impossível que Policarpo não soubesse que se tratava de uma quadrilha, de crime organizado.
Policarpo terá que explicar, uma a uma, as “reportagens” que publicou na Veja.
Inclusive aquela que serviu como ponto de partida para o mensalão – clique aqui para ler “ TV Record melou o mensalão” .
Policarpo terá que demonstrar que ele era o responsável pelo que publicou.
Se houver alguém mais responsável acima dele, diz Teixeira, este também deverá ser chamado.
“Vamos perguntar sobre todas as matérias”, disse o deputado petista.
Segundo Teixeira, a CPI vai se acelerar no momento em tiver acesso a todos os áudios e se aprofundar nas conversas todas.
Aí, é possível que se caracterize a necessidade de Robert(o) Civita depor – clique aqui para ler  “Os áudios que incriminam a Veja, Robert(o) Civita e Cachoeira -  uma reportagem do Domingo Espetacular”.


Alvo da imprensa na década de 90, ex-presidente condena relação entre revista e bicheiro
Afastado da Presidência depois de um processo de impeachment no início dos anos 1990, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) defendeu em Plenário, nesta segunda-feira (14), a convocação do jornalista Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, e do dono da publicação, Roberto Civita, à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Caso Cachoeira, que investiga as relações do bicheiro com agentes públicos.
De acordo com Collor, Policarpo Júnior é uma testemunha-chave no processo. O senador disse que é preciso saber até que ponto sua atividade jornalística em relação a Cachoeira ficou limitada ao contato com a fonte.
— Será que não teria sido melhor para o Brasil se o jornalista e seu veículo não tivessem ajudado o contraventor? Até que ponto uma fonte criminosa tem que ser coberta pelos meios? Onde estão os limites em proteger uma fonte e preservar sua rede de contravenções? A liberdade de imprensa está se transformando em libertinagem da imprensa?
Collor afirmou ainda que, há quase uma década, Policarpo Júnior tem estreitas relações com Cachoeira. O senador lembrou que o jornalista já testemunhou a favor de Cachoeira, em uma representação que envolvia o nome do empresário no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em janeiro de 2005.
Naquela época, Cachoeira acusava parlamentares de tentarem extorqui-lo, por causa das investigações da CPI da Loterj, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo o senador, não houve reação negativa quando o jornalista prestou depoimento a favor do bicheiro na Câmara dos Deputados. Assim, ele justifica, não deveria haver “temor” com o possível depoimento de agora.O senador também fez duras críticas à revista Veja e disse já ter usado a tribuna para denunciar “fatos vergonhosos desses que se julgam paladinos da moral”.
Além disso, Collor afirmou que um ministro do STF já foi procurado pela revista, que teria pedido a condenação do senador no Supremo em troca de destaques na revista.
— Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita, para comparecer à CPI e falar das relações que sua revista e alguns de seus jornalistas mantêm com o crime organizado.
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