O Von já era, Jatene acaba de lançar Helenilson Pontes para prefeito de Santarém.
No Blog do Espalha Brasa
Amigo leitor cibernético internetizado, pude acompanhar tranquilo a estada do Governador Simão Jatene, nesta ousada vinda dele, ao ainda muito magoado futuro Estado do Tapajós, agora já sem esperanças.
Na chegada, Jatene desceu do avião tenso, com muita pressa de chegar ao hotel, desconfiado de que alguma manifestação poderia vir-lhe encher o saco, no aeroporto ou em outros cantos, então cochichou algo para um oficial da PM que o acompanhava, como não leio falas labiais, apenas imaginei, pela forma como foi expressada ali.
– Vamos logo. Direto pro hotel, o mais rápido possível...
Então o oficial tratou de comandar a caravana de maneira ágil e eficiente até o Barrudada. Jatene não estava com aquele ar eufórico, como fez no aniversário da cidade, pois sabia que muita coisa que ele prometeu não cumpriu com quase tudo.
Por onde andei, vi gente com olhares hostis, até correligionários se cutucavam, falando baixinho contra o governador, conspirando a favor do Tapajós, outros mais revoltados, bufavam palavras mais desagradáveis em relação a Jetene e Helenilson.
O povo mencionava pela cidade como se combinado, o nome do Jatene como um impostor do parazinho. Em uma parada de ônibus, uma senhora e uma jovem, num papo tão descontraído, que parei para ouvir a mais velha dizer:
– Mas, te juro que minha maior vontade era jogar um ovo podre nesse careca.
A moça virou para a mãe e disse:
– Mamãe, só ovo, não! Ovo com urina, que é para ele voltar mais rápido para o parazinho dele...
Logo que cheguei no Barrudada Hotel, acabei de estacionar o carro, ouvi de um motorista de táxi:
– Tão filmando esse cabeça de rola? Tem que filmar para que todos esses políticos daqui que estiverem do lado dele, o povo não votar mais...
Jatene é um paraense pescador, aliás todo paraense é assim, pescador e não respeita lei nenhuma, por isso não respeitou a lei que deveria lhe manter afastado da campanha do plebiscito e honrar sua palavra de que se manteria neutro na campanha.
Mas passou por cima de tudo, e como bom paraense, sabe muito bem, que nada poderia lhe acontecer, nenhuma punição, até pelo fato de ser governador. Se um Zé Ruela qualquer, mata pinta e borda no Pará e nada lhe acontece, imagine fazer campanha proibida, vá dá em alguma coisa e foi fazendo...
Olhe, mais a coisa mais hilariante que percebi, foi que nos bastidores a todo instante eles queriam saber a reação do povão, após o anúncio da obra do Estádio Colosso do Tapajós. Na minha cachola era a carta na manga de Jatene, para reconquistar nosso povo.
O que estou convencido, e posso estar errado, é que Jatene convocou o Helenilson e disse:
– Vamos lá em Alenquer, depois Santarém e Itaituba, que vou te mostrar como acabo com essa birra do povo do Tapajós, basta eu terminar o estádio, dar umas viaturas para a PM e construir um ginásio de esportes que eles se derretem todo.
Tanto é verdade que após a apresentação da maquete, um politiqueiro soltou do meu lado:
– O Von já era, Jatene acaba de lançar Helenilson Pontes para prefeito de Santarém.
Outro senhor mais consciente retrucou:
– Não fala besteira, fazer campanha extemporânea, com o dinheiro público é crime eleitoral, ele quer apenas ajudar a tirar do buraco o Helenilson que o povo já enterrou.
Foi então que o baba-ovo se quietou, e saiu de perto do coroa todo bem apresentável, parecendo ser algum aspone do Jatene. Tive a impressão que o conhecia, mas depois de olhar bem para sua lata, vi que nunca tinha visto o cara antes na minha vida.
Na reunião com uns gatos pingados, logo na primeira fila, estava o comandante da Cosanpa de Santarém, o deputado Alexandre Von, o grande, e ocupando a maioria das cadeiras, funcionários da Cosanpa, achei aquilo estranho, e fui investigar, descobri que o Jatene vai privatizar a Cosanpa.
Por isso funcionários que não querem passar pelo fracasso que passaram os da Celpa, foram olhar bem na cara do Jatene, para demonstrar que não aceitam que a Cosanpa seja privatizada, Jatene que é bom de conversa, dominou o ambiente, mas em meio tom, ameno e sem quase nada para dizer para nós, que não acreditamos mais nele, é claro.
De certo é que Jatene saiu daqui mais tranquilo, nenhum ovo voou sobre sua cacuruta, e nenhum gaiato lhe gritou algum palavrão, fez o que todo político comum faz, prometer, como já fez da outra vez e não cumpriu, mas também ninguém botou fé, e fica por isso mesmo.
O Helenilson estava com ele, mas juro por Deus, o homem ficou invisível diante dos nossos olhos, chegou quieto, quieto ficou, como um santo, e como a nossa imprensa é muito imprensada, ninguém questionou nada, nem se quer alguma pergunta mais apimentada, valente, ou ousada, só potocas mocorongas.
Eu vi tudo e tenho certeza, que aquelas palmas, eram todas falsas... rs!
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