Homem mais rico do Brasil, Eike Batista torce por muito sangue, e
bilheteria gorda, neste sábado, no evento de lutas em que vale
tudo, no Rio; Nizan Guanaes, com a sua XYZ, já administra a carreira
de um lutador e busca crescer em meio à barbári.
247 – Para se tornarem ainda mais ricos e
famosos, decididamente eles não precisavam disso. Ou faz mesmo diferença
para empresários como Eike Batista e Nizan Guanaes o dinheiro que eles
poderão vir a ganhar em meio a toda selvageria típica do ‘esporte’ que,
antes chamado de vale tudo, ganhou o epíteto de Artes Marciais Mistas e o
verniz de uma associação globalizada chamada UFC? Faz bem a imagem de
Batista e Guanaes promover uma luta em que quem está por cima pode
espancar o adversário debaixo, indefeso, à exaustão, sem freios e
limitações? No qual chutes em todos planos são considerados golpes
lícitos e a sangria desatada é o maior atrativo?
Sim, faz bem ou, ao menos, juntar-se ao que muitos vêem como versão
século 21 do que se passava no Coliseu, na Roma a.C, não desperta
motivos para qualquer tipo de preocupação entre eles. Eike, afinal, é o
promoter número um do, digamos, show marcado para a noite deste sábado,
no Rio, do UFC, quando, entre outras lutas, o brasileiro José Aldo
colocará seu título de peso pena em jogo contra o americano Chad
Mendes. E Nizan, por meio da XYZ Live, empresa enfiada num universo que
vai do desfile de moda ao lobby de relacionamentos empresariais, segue
no vácuo ao administrar a carreira do lutador Vitor Belfort, para quem
já atraiu patrocínios como o do banco BMG.
Ambos, Batista e Guanaes estiveram juntos na primeira apresentação do circo de horrores do UFC no Brasil, no ano passado. Gostaram tanto do que viram, que passaram a, cada um a seu modo, buscar um naco naquela arena de lucros. Daquela feita, em agosto, a capacidade total de 15 mil ingressos havia sido comprada pelo público em apenas 74 minutos. Uma receita fabulosa igualmente foi feita a partir da venda do sinal para a televisão, por R$ 40 o ponto. No Brasil, o canal fechado que pode transmitir as lutas de UFC tem cerca de 200 mil assinantes. Com 300 lutadores filiados, a UFC tem nos brasileiros seu segundo maior contingente de lutadores, inferior apenas ao de americanos. Desde o final do ano passado, todos os direitos de exploração da UFC no Brasil pertencem a uma empresa de Eike, a IMX.
Para noite deste sábado, quando ainda restam poucas cadeiras, ao preço de R$ 1 mil cada, para serem vendidas na arena HSBC, no Rio, Eike e Nizan mais uma vez devem estar na plateia. Para eles, quanto mais sangue jorrar, melhor.
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Ambos, Batista e Guanaes estiveram juntos na primeira apresentação do circo de horrores do UFC no Brasil, no ano passado. Gostaram tanto do que viram, que passaram a, cada um a seu modo, buscar um naco naquela arena de lucros. Daquela feita, em agosto, a capacidade total de 15 mil ingressos havia sido comprada pelo público em apenas 74 minutos. Uma receita fabulosa igualmente foi feita a partir da venda do sinal para a televisão, por R$ 40 o ponto. No Brasil, o canal fechado que pode transmitir as lutas de UFC tem cerca de 200 mil assinantes. Com 300 lutadores filiados, a UFC tem nos brasileiros seu segundo maior contingente de lutadores, inferior apenas ao de americanos. Desde o final do ano passado, todos os direitos de exploração da UFC no Brasil pertencem a uma empresa de Eike, a IMX.
Para noite deste sábado, quando ainda restam poucas cadeiras, ao preço de R$ 1 mil cada, para serem vendidas na arena HSBC, no Rio, Eike e Nizan mais uma vez devem estar na plateia. Para eles, quanto mais sangue jorrar, melhor.
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