sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Acharam o Corrêa da Satiagraha e do áudio. E o sigilo dele ?


Corrêa quando procurava o áudio . Ainda não achou


O atual diretor de segurança do comitê organizador da Rio-2016, o delegado Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor-geral da Polícia Federal, foi convocado a dar explicações à Justiça Federal em Brasília. 
Corrêa, o delegado Odécio Rodrigues Carneiro e mais três empresas respondem a uma ação de improbidade administrativa que apura a contratação, sem licitação, do consórcio Integração Pan.
Carneiro, que na quarta-feira pediu demissão do cargo de diretor de logística da Secretaria de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, foi coordenador-geral de tecnologia e informação da PF durante os Jogos Pan-Americanos realizados no Rio, em 2007. Formado por 11 empresas, o consórcio foi criado para fornecer equipamentos de tecnologia à área de segurança do evento carioca.
O Ministério da Justiça pagou ao consórcio R$ 170 milhões pelos equipamentos. Deste total, peritos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal conseguiram rastrear compras no valor de R$ 40 milhões.
Descobriram que foram adquiridos equipamentos por 78% acima do valor estabelecido pelo mercado. Ou seja, esses produtos poderiam ter sido comprados por R$ 22 milhões.
Os peritos da PF não conseguiram analisar os R$ 130 milhões restantes, já que muitos dos equipamentos utilizados em tecnologia de informação do Pan foram importados, e os preços variaram muito em quatro anos.
De acordo com a lei, mesmo quando há dispensa de licitação, o órgão do governo precisa realizar uma pesquisa para saber se o preço pago não é abusivo.
A defesa dos suspeitos tem 15 dias para prestar esclarecimentos ao juiz Antonio Cláudio Macedo Silva, da 8ª Vara Federal de Brasília.
O Ministério Público Federal pediu a indisponibilidade dos bens dos suspeitos e o ressarcimento à União.
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Corrêa é aquele que até hoje não achou o áudio do grampo da “conversa” entre Gilmar Dantas e o senador Demóstenes Torres.
Foi esse áudio providencial que ajudou a derrubar o ínclito delegado Paulo Lacerda da ABIN.
Clique aqui para ler “Peluso foi quem chamou Lula às falas”.
O trabalho de Corrêa foi referendado pelo Ministro cerrista Nelson Johnbim, que produziu uma babá eletrônica para assustar o Presidente Lula.
(Esse foi um dos (poucos) momentos sombrios do Governo do Nunca Dantes: dar a cabeça do Paulo Lacerda, diante de uma fraude vulgar.)
Corrêa é aquele que perseguiu implacavalmente o delegado Protógenes Queiroz.
Agora, acharam o Corrêa.
Corrêa é aquele que, dias antes do desfecho da Operação Satiagraha, dirigia a Polícia Federal que tentou impedir o corajoso Juiz Fausto De Sanctis de mandar prender o Daniel Dantas.
Corrêa é aquele que dirigia a Polícia Federal, que, horas antes do desfecho da Satiagraha, tentou impedir, aos gritos e palavrões, o ínclito delegado Protógenes Queiroz de prender o Daniel Dantas.
Corrêa é aquele que, desde a saída de Paulo Lacerda, desmobilizou os quadros da Polícia Federal para impedir que Protógenes Queiroz pudesse investigar Daniel Dantas.
Corrêa gosta de ilhas no litoral baiano.
Gosta de ir ao Marrocos.
Agora, meteu-se com a Copa do Mr. Teixeira.
O Ministro Zé – aquele que os amigos de Dantas chamam de “Zé” – Zé Cardozo bem que poderia abrir o sigilo fiscal e bancário de Corrêa antes e depois da Satiagraha.
A Casa Grande começa a pegar fogo, Zé. 

Paulo Henrique Amorim
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