Saiu no Estadão , pág B16:
Jornais precisam cobrar por conteúdo na web, diz WAN
Estudo da associação mundial aponta que receita publicitária digital não está decolando
O faturamento das atividades digitais das empresas jornalísticas está crescendo mais devagar, obrigando os jornais a rever seus modelos de negócio – como, por exemplo, abraçar de vez a ideia de cobrar pela distribuição digital. Essa é a principal conclusão do trabalho anual “Tendências”, apresentado na tarde de ontem na abertura do 62º congresso da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês).
O estudo, conduzido pela consultoria PricewaterhouseCoopers, aponta que em 2008 o bolo publicitário global dos jornais foi de US$ 182 bilhões, dos quais apenas US$ 6 bilhões vieram da internet. O mesmo estudo projeta que as vendas digitais não passarão de US$ 8,4 bilhões em 2013 e que, neste ano, a soma das receitas do impresso e do digital não superarão as vendas “de papel” em 2008.
“Tão cedo as vendas digitais não compensarão a queda das receitas dos impressos”, disse Timothy Balding, co-CEO da WAN. “Se os jornais quiserem manter sua liderança em conteúdos de qualidade, alguém vai ter de pagar por isso. Vamos ter de resolver a questão do pagamento digital, e rápido”, disse Balding.
O assim chamado “Modelo de Negócios” dos jornais impressos no mundo inteiro tem tanto futuro quanto a chapa Zé Pedágio-Arruda.
A queda da receita publicitária é inexorável.
O crescimento da receita na internet é insuficiente.
O que vai acontecer ?
Os jornais impressos vão quebrar.
É por isso que o PiG no Brasil se desespera.
Mas, como dizia Thomaz Jefferson sem imprensa livre não há democracia.
Quem disse que você, amigo navegante, precisa de jornal para se informar?
A solução será a formação de um fundo público e independente de provimento de conteúdo.
As informações ficam penduradas num portal na internet e cada um vai lá e usa como quiser.
Quem viver verá.
Paulo Henrique Amorim
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