quinta-feira, 16 de abril de 2009

DEPOIS DE CHUCHU...PAULO

Os tucanos nada aprendem e tudo esquecem

O Governador de (e tudo para) São Paulo, Zé Pedágio (que cobra os pedágios mais caros do Brasil,) escalou o deputado Paulo Renato de Souza para verdugo.
Nomeou-o Secretário da Educação com a missão de atacar o Governo Lula.
Na posse, Souza bateu no Governo Lula com os clássicos argumentos do ideário udenista: a crise moral que assola o nosso país e os funcionários do gabinete do Senador Heráclito Fortes (presentes e in absentia).
O Governo Lula é um mar de lama: Sivam, pasta rosa do Banco Econômico, isso vai dar m…, a contribuição legal, numa pasta, do presidente do Bamerindus, a compra de votos para a reeleição.
Um horror, esse Governo Lula.
Agora, no dia seguinte, ele, no Estadão (pag. A17), “desaprova o novo Enem”.
Ele, Souza, foi o ministro privatizante da Educação.
Fernando Haddad quer que o novo Enem seja um S.A.T. brasileiro, o que vai permitir que pobres, negros e prostitutas estudem na faculdade que o Enem justificar.
Já imaginaram o que vai ter de negro amazonense, maranhense, pernambucano na USP?
Vai ser um horror!
Outra desse Governo corrupto, o Governo Lula! Hoje é que é bom.
O negro amazonense não pode nem sonhar com a USP ou a UFRJ, porque não tem dinheiro para pagar a passagem, hospedagem a alimentação e se arriscar em oito, nove, dez vestibulares fora de sua terra.
Como está é que é bom: a elite branca será sempre branca.
E impune, já que vem aí um pacto republicano para transformar a Justiça na Justiça da minoria branca – de vez.
A nomeação de Paulo Renato Souza para verdugo de Zé Pedágio tem também a função e tentar esconder embaixo do tapete uma das vergonhas do Governo (?) do Zé Pedágio: a Educação.
Por exemplo, jornal Agora de hoje., pág. A3: “Na pior escola (estadual) aluno da 4ª. série usa livro da 1ª.”
É uma estratégia que só faz sentido porque Zé Pedágio tem controle sobre o PiG.
Mas, a nomeação de Souza trouxe à memória deste jornalista reportagem de Bob Fernandes na Carta Capital de 14 de março de 2001: “um rio de histórias”.
Lá se lê:
Quando era Ministro da Saúde, com a ajuda de seu colaborador Marcelo Zaturansky Nogueira Itagiba, Zé Pedágio preparou – ele e Souza negam – um dossiê para inviabilizar a candidatura de Souza à presidência.
Era um dossiê sobre o papel de Souza como funcionário do BID, que deu uma grana (a bagatela de US$ 900 milhões) para o Governo de São Paulo despoluir o rio Tietê.
A supervisão da obra coube a uma empresa de Sergio Motta, o mega caixa das campanhas tucanas.
O rio não se despoluiu e Souza se tornou Ministro da Educação de Fernando Henrique, quando pretendia o ministério do Planejamento, que Sergio Motta mandou FHC entregar a Serra.
(Saiba por que Serra não foi ministro da Fazenda de Itamar nem FHC).
A reportagem de Bob Fernandes termina com a informação sobre a morte da Serjão: no final de 98, Serjão foi a Denver e soube que tinha uma doença terminal:
"Numa noite no final de março, Serjão recebeu uma visita que os tucanos muito proximos murmuram sempre ter sido CAPITAL (a ênfase é minha – PHA). Encontrou-se com o velho amigo Serra, e fez-se história.”
Paulo Renato não se lembra do dossiê.
Como Geraldo Alckmin, secretário de Serra, não se lembra do que sofreu na mão de Serra, quando foi candidato a presidente e a prefeito.
Serra pensa que o Brasil é como os tucanos de São Paulo: têm medo dele.

Paulo Henrique Amorim
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