Um plano nacional de combate ao desmatamento na Amazônia, foi defendido pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, após a divulgação do resultado do trabalho do Grupo Permanente Interministerial Sobre Desmatamento na Amazônia, que envolve 13 ministérios, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República.
Ele encomendou à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, um mapa dos municípios brasileiros com os maiores índices de queimadas, para que neles sejam intensificadas as ações de fiscalização, “numa gestão compartilhada que envolve governos, prefeitos, bispos, pastores e, se necessário, os movimentos sindicais e sociais”.
Ele disse que também colocará delegados da Polícia Federal em cada município, para acompanhar o trabalho dos agentes do Ibama.
O presidente acredita que a Amazônia é a possibilidade de o Brasil “caminhar” de cabeça erguida, diante dos países europeus e dos Estados Unidos, responsáveis por 70% da emissão dos gases causadores do efeito estufa.
“Queremos fazer parcerias, mas não que levantem o dedo para nós. Em Bali, já avisei à Marina (ministra Marina Silva) que não vamos levar desaforo, porque a Amazônia é nossa. Os países ricos precisam colocar a mão no bolso para pagar aos países que preservam suas florestas”, enfatizou Lula.
Após a cerimônia de encerramento do Encontro de Governadores da Frente Norte do Mercosul, em Belém, Marina Silva concedeu entrevista coletiva à imprensa, quando divulgou dados do Grupo Interministerial.
O trabalho se pautou em três eixos: combate à prática ilegal, regulamentação fundiária e apoio às práticas produtivas sustentáveis.
De julho de 2006 a julho de 2007, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 11.224 quilômetros quadrados desmatados na Amazônia, uma queda de 20% em relação ao período anterior. “A taxa se aproxima da menor já registrada na Amazônia, em 1991, de 11.030 quilômetros quadrados”, ressaltou a ministra.
Quase a metade da área desmatada está no Pará – 5.569 quilômetros quadrados. O município de São Félix do Xingu, no sul do Estado, vem liderando as estatísticas de desmatamento em território paraense, por três anos consecutivos.
Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, essa devastação tem relação direta com a atividade pecuária e a ação especulativa desmatamento para depois pleitear título de propriedade.
Fonte Agência Pará
COMENTÁRIO
O desmatamento da Amazônia continua caindo, ano após ano. Agora caiu 20%, mas são ainda 11.224 Km2 de florestas devastadas. Inaceitável.
Rondônia, governada por um irresponsável, Ivo Cassol, eleito sobre a proteção do PPS de Roberto Freire, apesar de todas as evidências de que sua gestão era totalmente anti-ambiental, lidera a derrubada de matas e florestas e deve ser vigiada e controlada, como tem feito o governo federal. Junto com Mato Grosso e Pará, os três estados são responsáveis por 85% do desmatamento.
Apesar da queda de 59% desde o pior ano que foi 2004, temos muito ainda que fazer, sociedade e governo. Mais fiscalização, repressão e punição. Mais recursos humanos, técnicos e de fiscalização para a PF, Ibama. Mais atuação dos governos estaduais, Justiça e Forças Armadas e, principalmente, uma mobilização do empresariado que tem responsabilidade ambiental para banir de seu meio os depredadores da Amazônia.
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