Como isso ficou claro? Os governos Bush e de José Maria Aznar foram os primeiros a reconhecer o regime golpista de Pedro Carmona. Hoje, domingo, Chávez disse que o rei Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón aprovou o golpe.
Nas últimas semanas, Chávez tem denunciado três ex-líderes como porta-vozes golpistas e articuladores de uma campanha internacional para desacreditá-lo: Aznar, o ex-presidente mexicano Vicente Fox e o ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo. Poderia incluir na lista o ex-presidente brasileiro, José Sarney.
Às vésperas do plebiscito que vai aprovar ou não as reformas constitucionais aprovadas pela Assembléia Nacional controlada pelos chavistas. Em 2 de dezembro, tomar um "cala a boca" do rei da Espanha não é tão ruim assim.
Afinal, o rei representa os colonizadores espanhóis diante dos eleitores da Venezuela, país em que a elite branca é minoritária e Chávez tem entre os descendentes de mestiços e indígenas sua base de apoio. Durante a reunião de encerramento da Cúpula Iberoamericana, outro episódio polêmico aconteceu quando o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou o embaixador da Espanha de articular a campanha da direita nas eleições mais recentes. O rei Juan Carlos, de sangue tão quente quanto o de Chávez, levantou-se e saiu da sala.
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