segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O FASCISTA AZNAR APOIOU O GOLPE CONTRA CHAVEZ

Impressiona o espaço que a mídia está gastando para atacar Hugo Chávez. Editoriais, artigos e cartas de leitores infestam a imprensa escrita. Só chovem acusações a Chávez e praticamente inexiste quem divirja.
Esse massacre midiático ocorre apesar de estar nas mãos do povo venezuelano a decisão sobre seu país adotar ou não a reforma constitucional proposta por Chávez. Mas a mídia transnacional e a oposição venezuelana não querem que o povo decida sobre essa questão.


A seguir uma entrevista de Roberto Rovai realizada com Pedro Carmona em abril de 2002, quando ele estava em prisão domiciliar na Venezuela, logo após ter tido aquele brevíssimo período como golpista.
Não foi Hugo Chávez quem contou que Carmona havia recebido apoio dos governos de George Bush e de Aznar, foi Carmona. Ele tanto diz que conversou com os presidentes dos EUA e da Espanha, como que recebeu a “visita informal” dos embaixadores desses países. Claro que não podia dizer mais do que isso, estava preso. E o golpe que havia tentado tinha sido um fracasso. Dá para entender por que Chávez chama Aznar e Bush de fascistas.

Quando se deu o vazio no poder, quem dar Forças Armadas lhe contatou? Em nome de um grupo, uma pessoa muito importante me chamou. Era um alto oficial, mas não posso dizer quem era.

E onde foi esse encontro? Em Forte Tiuna.

O senhor foi sozinho? Neste primeiro momento sim.

Naquele momento não lhe passou pela cabeça que aqueles que o chamavam não o queriam atrair para um tipo de regime diferente daquele que afirma crer, ou seja, um regime democrático? Olhe, era uma realidade. Eu sempre tive convicções democráticas profundas, mas havia um vazio de poder. Era uma realidade. Eu me sentiria como um covarde se dissesse não, não vou. Essa decisão poderia gerar algo pior. Minha consciência me convocava a aceitar essa missão.

O senhor nem se perguntou, quando recebeu esse convite, por que eu? Bem, porque eu tinha muito reconhecimento nacional, por isso interpretei que fui chamado. Por isso. Eu tinha convicção de que era por isso.

Parte dos mesmos militares que o chamaram para ocupar esse vazio de poder, posteriormente o traíram, ou não?As circunstâncias foram de enorme complexidade, foram 48 horas de grande riqueza, que ainda terão de ser contadas. Foi um ciclone histórico.

Imagino que naquele momento o senhor foi procurado por chefes de Estados ou mesmo embaixadores de diversos países?Claro, mas eu não tive oportunidade falar com ninguém. Só falei com dois presidentes, brevíssimas chamadas para os presidentes de Colômbia e Espanha, mas para informá-los do que para pedir reconhecimento ao meu governo. E recebi uma visita informal do embaixador dos EUA e também do embaixador da Espanha. Não posso dizer que me apoiaram ou não. Só os informei das minhas intenções democráticas.

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