Nada contra o economista neoliberal tucano e pupilo da Globo. Apesar de não aguentar mais seus comentários na Globo, batendo o tempo todo na mesma tecla: A reforma da previdência.
Giambiagi, na era FHC, se tornou um caso de economista de renome, mas que não encontrou espaço na academia por falta de titulação. Terminou sua formação no mestrado, o que impossibilita de participar de programas de ponta na academia, já que se exige o doutorado.
Logo no inicio do Governo Lula, Giambiagi aproveitou sua amizade com Carlos Lessa, que foi seu professor, na época presidente do BNDES, e foi cedido ao IPEA, a pretexto de fazer um estudo sobre o papel do Banco. Na verdade aproveitou suas amizades tucanas com alguns economistas do IPEA, como Ricardo Paes de Barros, para fazer sua produção intelectual.
Nesta semana, o novo presidente do IPEA avisou que não renovaria o contrato com o BNDES, ou o BNDES não havia solicitado. Nada mais normal, já que o BNDES é quem paga seu salário, que é muito maior do que os salários dos pesquisadores do IPEA.
Pois bem, a imprensa tratou de falar que era uma perseguição acadêmica. A Veja desta semana trata o assunto como se fosse um expurgo acadêmico, porque o economista não concorda com o Governo.
Ora, Giambiagi é pago com recursos públicos, e não é pago para fazer pesquisa. Ele é economista do BNDES, não pesquisador do IPEA.
O PIG (Partido da Imprensa Golpista) deveria se informar antes de ficar falando besteira por aí.
É mais uma tentativa de encontrar “pêlo em ovo”, na busca de uma notícia que complique o Governo Lula.
3 comentários:
Se me permite, gostaria de fazer algumas considerações ao post.
Não é correto aplicar o rótulo de "pupilo da Globo" ao economista Fabio Giambiagi, a não ser incorrendo no mesmo erro de seus protetores, que desancaram Marcio Pochman.
Não é restrito aos portadores de diploma de doutorado a realização de pesquisas, nem mesmo no IPEA.
Prova-o o longo período que Fábio trabalhou lá.
O doutoramento, além da pesquisa, pressupõe a docência. Fábio ainda cursava o mestrado, no primeiro ano, quando passou no concurso do BNDES, em 1984. Sei porque ele foi meu colega de turma, no mestrado da UFRJ, onde era um dos tres melhores alunos.
E eu um dos tres piores.
Fábio tem todas as condições, e já provou isso inúmeras vezes, de fazer pesquisas e formular políticas. Foi preparado para tal, desde criança.
Fábio é filho de um notável físico argentino que fugiu da ditadura e se exilou no Brasil, sendo imediatamente contratado pelo CBPF, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas da UFRJ, onde estava, na época, boa parte da inteligência brasileira neste domínio científico. Fábio é argentino.
Não foi a amizade com Carlos Lessa, seu amigo desde os anos 80, que lhe valeu a ida ao IPEA. Ricardo Paes de Barros também é um velho conhecido de Fabio.
Quanto a ser pago com recursos públicos, para fazer pesquisa ou não, cumpre observar que os convenios não foram ilegais.
Tanto que não foram renovados, senão seriam rescindidos.
Não lembro de ter visto, ajude-me se estou errado, qualquer manifestação de Fábio corroborando a tese da perseguição política.
Vi, apenas, o economista Gervásio Rezende abraçando esta acusação.
Pessoalmente, discordo desta hipótese.
Do mesmo modo discordo da justificativa de Elio Gaspari para a devolução de Fábio ao IPEA, como sendo produto de suas teses sobre a previdência.
O discurso e os trabalhos de Fábio nesta área não são novos. Nem mudaram com a mudança de governo.
Por fim, identifico um movimento semelhante a da suposta mídia golpista, por parte da também suposta mídia situacionista.
Se, por um lado, nada presta, por outro, tudo é golpe.
Há uma histeria, de ambos os lados, que em nada contribui ao debate.
Aliás, nem debate é.
Talvez isso seja proposital, duplamente proposital.
Afinal, serve para quem tem que esconder alguma coisa para acusar, e para quem precisa esconder alguma coisa, na hora de defender.
Ambos desservem a crítica, aquela aberta, atemporal.
Entendo que as coisas não iam bem antes ( nos governos FHC e anteriores) e nem vão bem agora.
Mas respeito quem entende diferente.
Come voi.
Grande abraço.
Obrigado Juvêncio pela sua contribuição, concordo em números e graus com suas considerações.
Verdade que Giambiagi não se queixou e nem veio ao público por entender que sua saida do IPEA foi um "expurgo".
Infelizmente foram os "jornalões" que politizaram o ocorrido.
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