terça-feira, 27 de novembro de 2007

BELO MONTE SUSTENTAVEL?

A governadora do Ana Júlia reuniu-se ontem em Brasília, com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para dar início à discussão de um Plano Sustentável para a região do rio Xingu.
A intenção é viabilizar a hidrelétrica de Belo Monte, atender à demanda nacional por energia, favorecer o desenvolvimento sócio-econômico da região e minimizar o impacto ambiental do empreendimento.
A idéia dos governos federal e estadual é construir um processo de discussão que envolva a participação dos movimentos sociais, do Ministério Público Federal e das comunidades que vivem na área de influência do empreendimento.
A ministra estabeleceu um prazo de 15 dias para que o grupo de trabalho inicial possa apresentar estudos que indiquem o perfil sócio-econômico da região.
De imediato, a governadora determinou que sejam enviados a Brasília todos os estudos estaduais sobre a região do Xingu e um conjunto de propostas elaboradas pelo governo do Estado com vistas ao desenvolvimento sócio-econômico-ambiental da área. “É fundamental que cheguemos a uma equação que combine soluções energéticas com desenvolvimento social e respeito ao meio ambiente”, disse Ana Júlia Carepa à ministra Dilma.
A governadora destacou os tremendos impactos ambientais e sociais gerados pelos grandes projetos na região amazônica e foi taxativa: “Não queremos que Belo Monte repita os erros que ocorreram em Tucuruí. O governo do Estado quer, sim, o desenvolvimento do País, mas a nossa prioridade é o Pará.
Somente faremos Belo Monte se houver um plano sustentável”. Ela também destacou que todos os atores sociais serão ouvidos: “Abriremos um diálogo diferenciado com o Ministério Público, com o Movimento Social e com as comunidades”. Com potência instalada de 11.000 MW, vai entrar no sistema integrado e suprir todo o Pais com uma geração anual de energia elétrica de 41,3 milhões MWh. O empreendimento foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras de infra-estrutura consideradas prioritárias pelo governo federal.
Durante a reunião, a Eletrobrás apresentou detalhes do novo inventário da hidrelétrica, encaminhado este mês à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além da redução da área do reservatório (que caiu de 1.270 metros quadrados para 440m2), os técnicos informaram à ministra Dilma Roussef e à governadora que agora não mais serão alagadas as terras indígenas que no projeto anterior seriam atingidas.
De acordo com o novo inventário, não haverá outras usinas na bacia do Xingu além de Belo Monte, que vai minimizar o impacto ambiental ao aproveitar uma queda natural de 90 metros do rio Xingu.

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