sexta-feira, 28 de abril de 2017

GOVERNO DEBI & LÓIDE BATE NOVO RECORDE, E FAZ DESEMPREGO CHEGAR A 14,2 MILHÕES DE PESSOAS


No dia em que a população cruza os braços na maior greve geral da história recente do País, o 
IBGE divulga dado sobre o desemprego que confirma a indignação dos brasileiros contra 
Michel Temer; taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,7% nos três primeiros meses deste 
ano; PSDB e depressão econômica de Temer dobraram o número de desempregados que hoje 
são 14,2 milhões de trabalhadores; um recorde da série histórica do IBGE; este contingente 
subiu 15% frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, quando a desocupação foi 
estimada em 12,3 milhões de pessoas; no confronto com igual trimestre de 2016, o desemprego 
subiu 27,8%, significando um adicional de 3,1 milhões de pessoas desocupadas na força de 
trabalho.

Reuters - A taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,7 por cento nos três meses até março,
informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 13,7 por cento por
cento no período.

Leia o material divulgado pelo IBGE sobre o assunto: PNAD Contínua: taxa de desocupação 
vai a 13,7% no trimestre encerrado em março de 2017

Indicador / PeríodoJan - Fev - Mar
2017
Out - Nov - Dez
2016
Jan - Fev - Mar
2016
Taxa de desocupação
13,7%
12,0%
10,9%
Rendimento real habitual
R$ 2.110
R$$ 2.064
R$ 2.059
Valor do rendimento real habitual em relação a:
estável
estável

A taxa de desocupação foi estimada em 13,7% no trimestre janeiro / março de 2017, com altas de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (12,0%) e de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016 (10,9%). Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.
A população desocupada chegou a 14,2 milhões e bateu o recorde da série histórica. Este contingente cresceu 14,9% (mais 1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 27,8% (mais 3,1 milhões de pessoas em busca de trabalho) em relação ao mesmo trimestre de 2016.
A população ocupada (88,9 milhões) recuou em relação ao trimestre anterior (-1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas) e também em relação ao mesmo trimestre de 2016
(-1,9%, ou menos 1,7 milhão de pessoas). Esse foi o menor contingente de pessoas ocupadas desde o trimestre fevereiro / abril de 2012.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) recuou para 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, com queda de 0,9 ponto percentual frente ao nível do trimestre anterior (54,0%). Em relação ao nível do mesmo trimestre de 2016 (54,7%), houve retração de 1,7 ponto percentual. Este foi o menor nível da ocupação da série histórica da pesquisa.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,4 milhões de pessoas) recuou em ambos os períodos de comparação: frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre janeiro / março de 2016 (-3,5% ou menos 1,2 milhão de pessoas). Este foi o menor contingente de trabalhadores com carteira assinada já observado na série histórica da pesquisa.
O rendimento médio real habitual (R$ 2.110) no trimestre encerrado em março de 2017 manteve estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.064) e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.059). A massa de rendimento real habitual (R$ 182,9 bilhões) no trimestre encerrado em março de 2017 também ficou estável nas duas comparações.
Quadro 1 - Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2017

Quadro 1 - Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2017
Trimestre móvel201220132014201520162017
nov-dez-jan
...
7,2
6,4
6,8
9,5
12,6
dez-jan-fev
...
7,7
6,8
7,4
10,2
13,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
13,7
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
11,8
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
11,8
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
8,9
11,8
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
11,9
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
12,0
 Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

No trimestre janeiro / março de 2017, havia aproximadamente 14,2 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente apresentou crescimento de 14,9% frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, quando a desocupação foi estimada em 12,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre de 2016 esta estimativa subiu 27,8%, significando um adicional de 3,1 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 88,9 milhões no trimestre janeiro / março de 2017. Esse foi o menor número de pessoas ocupadas registrado pela PNAD Contínua desde o trimestre fevereiro / abril de 2012, observando-se que os dados da pesquisa não são dessazonalizados. O número de pessoas trabalhando recuou tanto em relação ao trimestre anterior (- 1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas), quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (-1,9%, ou redução de 1,7 milhão de pessoas).
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, apresentando queda de 0,9 ponto percentual frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, (54,0%). Em relação a igual trimestre do ano anterior este indicador apresentou retração de 1,7 ponto percentual, quando recuou de 54,7% para 53,1%. Ressaltamos que este foi o menor nível da ocupação observado desde o início da série da pesquisa.
Quadro 2 - Nível da Ocupação - Brasil - 2012/2017

Quadro 2 - Nível da Ocupação - Brasil - 2012/2017
Trimestre móvel201220132014201520162017
nov-dez-jan
...
56,8
57,1
56,7
55,5
53,7
dez-jan-fev
...
56,5
57,0
56,4
55,1
53,4
jan-fev-mar
56,3
56,3
56,8
56,2
54,7
53,1
fev-mar-abr
56,7
56,5
56,8
56,3
54,6
mar-abr-mai
57,0
56,8
56,8
56,2
54,7
abr-mai-jun
57,1
56,9
56,9
56,2
54,6
mai-jun-jul
57,0
57,0
56,8
56,1
54,4
jun-jul-ago
57,1
57,0
56,7
56,0
54,2
jul-ago-set
57,2
57,1
56,8
56,0
54,0
10°
ago-set-out
57,2
57,1
56,9
56,1
53,9
11°
set-out-nov
57,2
57,3
56,9
55,9
54,1
12°
out-nov-dez
57,1
57,3
56,9
55,9
54,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

A força de trabalho, (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre janeiro / março de 2017 foi estimada em 103,1 milhões de pessoas, a maior da série histórica da pesquisa. Esta população cresceu 0,5% comparada ao trimestre outubro / dezembro de 2016. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve alta de 1,4% (mais 1,4 milhão de pessoas). O crescimento da força de trabalho no Brasil se deve exclusivamente ao aumento da população desocupada.
O contingente fora da força de trabalho no trimestre janeiro / março de 2017 (64,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve alta de 0,9% (ou mais 574 mil pessoas).
O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 33,4 milhões de pessoas, reduziu-se em ambas as comparações: frente ao trimestre janeiro / março de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre de janeiro / março de 2016 (-3,5% ou redução de 1,2 milhão de pessoas).
No período janeiro / março de 2017, a categorias dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,2 milhões de pessoas) apresentou queda em relação ao trimestre anterior (-3,2%), mas cresceu 4,7% (ou mais 461 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
A categoria dos trabalhadores por conta própria (22,1 milhões de pessoas) registrou estabilidade em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016). Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda (-4,6%, ou seja -1,1 milhão de pessoas).
O contingente de empregadores, estimado em 4,1 milhões de pessoas, mostrou-se estável frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, esse contingente registrou elevação de 10,8% (mais 403 mil pessoas).
A categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas, se manteve estável em ambos os trimestres comparativos.
A análise do contingente dos grupamentos de atividade, do trimestre janeiro / março de 2017, em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, mostrou queda na Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-2,7% ou -240 mil pessoas), Construção (-3,4% ou – 242 mil pessoas), Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,5% ou -438 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-3,1% ou -484 mil pessoas). Os grupamentos em alta foram: Alojamento e alimentação (3,4%, ou mais 165 mil pessoas) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1% ou mais 201 mil pessoas). Os demais grupamentos ficaram estáveis.
Em relação ao trimestre janeiro / março de 2016 houve redução no contingente dos seguintes grupamentos: Construção (-9,5% ou -719 mil pessoas), Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-8,0% ou -758 mil pessoas), Indústria Geral (-2,9% ou -342 mil pessoas) e Serviços domésticos (-2,9% ou -184 mil pessoas). Apenas o grupamento de Alojamento e Alimentação teve alta (11,0% ou mais 493 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.110 no trimestre janeiro / março de 2017, registrando estabilidade frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (R$ 2.064). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.059) o quadro também foi de estabilidade.
Em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016), o rendimento médio real habitual teve alta para Empregados no setor público (1,9%) e para Trabalhadores Domésticos(1,7%). Em relação ao mesmo trimestre de 2016 (janeiro / março de 2016) apenas os Empregados no setor público apresentaram variação positiva (4,3%). Nas demais posições registrou-se estabilidade nos períodos analisados.
Em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, três grupamentos de atividade apresentaram variações estatisticamente significativas: Indústria Geral (3,4%), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%) e Serviços domésticos (1,7%). Os demais grupamentos ficaram estáveis. Frente ao trimestre janeiro / março de 2016, dois grupamentos apresentaram alta no rendimento: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,3%) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,4%). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.
No trimestre janeiro / março de 2017, a massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi estimada em R$ 182,9 bilhões, ficando estável em ambas as comparações.
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GREVE GERAL EM SANTARÉM, O POVO NA RUA





'OBJETIVO DOS BLOQUEIOS É PARAR O PAÍS E REVERTER AS REFORMAS DE TEMER', DIZ BOULOS


País amanheceu em greve geral no dia de hoje (28), em ampla mobilização nacional contra as 
reformas do governo Temer. Além da mobilização de diversas categorias, dezenas de 
'trancaços' foram realizados pelo país; "Além dos piquetes que a Frente Povo sem Medo tem 
ajudado a realizar em bancos, garagens de ônibus, nós temos nos dedicado a bloqueios em vias 
de todo o pais, cujo objetivo é parar o pais, que é o caminho para reverter as reformas", 
afirma o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e 
integrante da frente, Guilherme Boulos.

Rede Brasil Atual - O país amanheceu em greve geral no dia de hoje (28), em ampla mobilização
nacional contra as reformas do governo Temer. Além da mobilização de diversas categorias, dezenas
de 'trancaços' foram realizados pelo país. "Além dos piquetes que a Frente Povo sem Medo tem
ajudado a realizar em bancos, garagens de ônibus, nós temos nos dedicado a bloqueios em vias de
todo o pais, cujo objetivo é parar o pais, que é o caminho para reverter as reformas", afirma o
coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e integrante da frente,
Guilherme Boulos.
Segundo ele, só em São Paulo foram dez bloqueios vias e em outros oito estados, 25 trancamentos.
"Na madrugada, bloqueamos o acesso ao aeroporto de Guarulhos, junto com os aeroviários, que
levou ao cancelamento de voos", relata.



Repressão policial
O coordenador do MTST também relata a atuação repressiva da Polícia Militar em todo o país. "Em
São Paulo, temos sete manifestantes detidos em Itaquera (zona leste da capital). A PM invadiu a
paróquia Nossa Senhora do Carmo e revistou carros caçando manifestantes."
Ele também critica a opressão da PM em um momento que deveriam prestar apoio à luta contra as
reformas."A polícia devia ter parado junto hoje. O governo tirou os militares da reforma da
previdência para obter seu apoio. Mas a reforma trabalhista vai afetar a todos os trabalhadores",
afirma. "Não podemos esquecer que a determinação para essa repressão foi dos governos Alckmin e
Temer, que não querem deixar a população reagir", denuncia.
Boulos ironiza uma fala de Temer, em 2016, quando disse que "iria unificar o país". "De fato
conseguiu unificar o país, mas contra ele. Trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e igreja.
93% da população contra as reformas. A reprovação dele é algo nunca visto. Exceto por uma parcela
de partidos desacreditados e empresários, ele não tem qualquer apoio."
Segundo ele, após a aprovação da reforma trabalhista, na última quarta-feira (26), o Congresso
mostra que "está de costas para a população brasileira". "Temos o congresso mais desacreditado da
história, envolvido em todo tipo de denúncia. Temos um governo ilegítimo, sem voto e que aplica
um projeto que não foi escolhido pelo povo. Um congresso que não tem legitimidade para votar
essas reformas. Então, é natural que a política vá para as ruas. Temos de ver se eles vão entender o
recado e parar as reformas ou continuar de costas para o povo brasileiro. E aí, vamos ter certamente
uma radicalização ainda maior da luta social no pais."
Além das mobilizações no início desta sexta, o coordenador do MTST lembra que ainda haverá um
ato, às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros, na zona sul de São Paulo, que fará uma marcha até a
casa do presidente Michel Temer. "Vamos coroar a já vitoriosa greve geral."
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DE FORMA PATÉTICA, JORNALISMO IDIOTA DA GLOBO, NOTICIA GREVE COM AR DE SURPRESA


Essa é aquela locutora que chora...

Greve faz 6ª amanhecer tensa; mídia tradicional é ‘surpreendida’ pelos fatos

Luís Costa Pinto, no Poder 360

A 6ª feira (28.abr.2017) amanheceu sob a pressão do compromisso de se transformar numa data histórica. As primeiras informações do dia parecem confirmar o que dela se esperava:
Há intensa movimentação de tropas militares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Isso: tropas militares, num aparato evidentemente exagerado de reação a uma greve geral.
Exibir a força bruta para coibir a pretensão de atos de protesto –que são democraticamente legítimos desde que se conservem reivindicatórios e não descambem para o depredatório– sempre foi recurso de governos fracos suportados por esquemas militares áulicos.
O raiar do dia trouxe notícia de barricadas em rodovias nas periferias de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e alguns confrontos.
Apostar na tática de jogar a população contra grevistas que param por uma causa justa e motivados por uma pauta reivindicatória clara –e no caso dessa greve geral convocada para hoje há causa justa e pauta clara– é jogo arriscado: sempre poderá haver um momento em que falanges do lado repressor passem para o lado paredista, desmoralizando a repressão. Há chances reais de isso ocorrer, porque se conseguiu explicar o caráter reivindicatório de direitos do movimento paredista.
O bloqueio evidente do noticiário sobre a greve, em suas vésperas, na maior emissora de TV aberta, a Globo, produziu desde as primeiras horas do dia um fato patético: os telejornais do começo da manhã dessa mesma emissora tiveram de cobrir a paralisação como se houvesse uma surpresa no ar. Não era: a greve geral era já então notícia velha e a estratégia de escondê-la, velhacaria.
Tentar conter notícias contrárias à orientação da direção de veículos de comunicação é erro velho na História dos meios de comunicação conservadores do Brasil. Isso sempre se converteu em vitória dos fatos sobre os arautos do conservadorismo. A crise paradigmática do comício das “Diretas Já” no Vale do Anhangabaú em São Paulo, em 1984, escondido pela mesma Globo para servir à ditadura militar que se esvaía então, parecia ter sido lição histórica. Não foi, e o erro se repete no caso dessa greve geral.
Se nos anos 1980 o escritor Ignácio de Loyola Brandão consolidava-se como escritor libertário com a obra libertária O Verde Violentou o Muro, há que se constatar que a notícia se impôs e isso levou a Globo e veículos de mídia tradicional como os jornais O Globo e O Estado de São Paulo, que tentaram esconder a greve de seus telespectadores e leitores, a aprender que os fatos se impõem ante que tenta violenta-los.
É cedo ainda para fazer um balanço do dia que só começa, mas a greve geral desse 28 de abril de 2017 parece já se ter convertido numa data singular no calendário político brasileiro: o dia em que o Brasil parou para pensar. É evidente que se descobrirá uma nação órfã de projeto político, com instituições carentes de legitimidade para encarar os gigantescos desafios necessários à modernização do Estado a fim de prepará-lo para o mundo contemporâneo. Não se executa uma missão dessa sem debate, sem ouvir a sociedade.
Greves são armas dos movimentos sociais para que se façam ouvir pelo sistema quando os canais tradicionais se revelam interrompidos. Até o fim dessa 6ª feira (27.abr) será possível saber se os gritos sem impuseram, ou não. O que há nessa alvorada é muita tensão e muita pretensão.
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GREVE EM SANTARÉM






Servidores do Detran paralisaram atividades




O PERFEITO (PREFEITO) IDIOTA BRASILEIRO


Informe-se, João Doria. Greve é um direito constitucional

O direito de greve é garantido pela Constituição Federal do Brasil através do seu artigo 9º. É um direito de todo e qualquer trabalhador. Greve, aliás, é uma garantia constitucional do servidor público civil e deve ser exercida em sua plenitude, sem punições ou restrições.


Com efeito, é preciso ser muito obtuso ou muito rico para se opor ao direito de greve. Quem pensa assim não se recorda de que as garantias jurídicas de natureza social, tais como aposentadoria, auxílio-doença, licenças, férias, limitação da jornada de trabalho etc., além de direitos políticos como o voto e a representação democrática das instituições públicas, advieram da organização e da reivindicação dos movimentos operários.
Nesse contexto, declarações públicas do prefeito de São Paulo, João Doria, atacando esse direito constitucional inscrito no artigo 9º da Carta Magna constituem uma bofetada no rosto não só dos munícipes desavisados que elegeram esse indivíduo, mas, também, dos homens e mulheres que lutaram para que os trabalhadores de todas as partes tivessem condições dignas de trabalho.
Dória começa seu discurso imoral, antirrepublicano, antidemocrático, insultante aos trabalhadores com uma frase abjeta:
— Só quem não quer trabalhar é que vai fazer greve…
Como é que é? Que conversa é essa? Quem vai fazer greve na próxima sexta-feira quer, sim, trabalhar, mas quer condições dignas de trabalho. E uma infinidade de setores irá fazer greve porque o governo federal, do qual o partido de Doria, o PSDB, é cúmplice, está destruindo todas as conquistas dos trabalhadores brasileiros ao longo do século XX.
A recém-aprovada “reforma trabalhista” simplesmente acabou com a Consolidação das Leis do Trabalho ao aprovar a prevalência do “negociado sobre o legislado”, já que os patrões poderão eliminar direitos consolidados a décadas simplesmente ameaçando os trabalhadores de demissão ou de não contratação caso não aceitem abrir mão desses direitos.
Se isso não é motivo para fazer greve, não se sabe que motivo seria suficiente para uma greve .
Outra barbaridade de Dória:
— Quem deseja se manifestar, faz isso fora do expediente, faz isso no sábado, faz isso no domingo, faz isso de noite, faz isso na hora do almoço, não faz durante o trabalho.
Talvez essa seja a declaração mais grave. Na prática, Doria elimina qualquer possibilidade de exercício do que reza o artigo 9º da Constituição Federal, porque se você não “se manifestar” DURANTE o horário de trabalho, não haverá greve.
Mais uma cretinice proferida pelo prefeito de São Paulo foi ele dizer que a greve geral que ocorrerá nesta sexta-feira “não é justa”.
Por que a greve geral não é justa? Quem deu a Doria o direito de decidir, como prefeito, o que é ou não justo? Quem decide o que é ou não é justo é a lei, é a Justiça e, acima de ambas, a Constituição, que garante o direito de fazer greve.
Ora, uma mudança na lei que permite ao empregador pressionar o empregado para abrir mão de direitos conquistados há décadas não é motivo justo para uma greve? Que canalhice é essa?
Doria conclui o seu vídeo dizendo:
— O Brasil não é do mundo sindical, o Brasil é dos brasileiros. Acelera!
Alguém tem que informar ao senhor João Doria que ele é prefeito de São Paulo, não ditador do Brasil. Portanto, ele não tem direito de tirar a cidadania dos sindicalistas e sindicalizados – ao se referir ao “mundo sindical”, ele se referiu a ambos.
Para fechar esse vídeo infame, Doria fez o seu sinal característico de acelera. Esse sinal é um ato falho, pois simula o sinal de retroceder nos aparelhos eletrônicos



É revoltante que, na véspera do 1º de maio, um sujeito que não conhece a luta dos trabalhadores por direitos e por condições dignas de trabalho venha afrontá-los com esse discurso desinformado, reacionário, antidemocrático e constitucional.
A humanidade lutou muito para conseguir direitos trabalhistas e o direito de greve. Não bastando PMDB e PSDB tirarem os direitos trabalhistas do povo, agora querem tirar o direito de reclamar e de reagir contra más condições de trabalho.
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CASAL DE IDIOTAS DA GLOBO ESCONDEM DE SEU PÚBLICO A GREVE GERAL QUE PARALISA O BRASIL


RenAnta e Otário !!!  

"Pois os telejornais da Globo ignoraram completamente o tema nesta quinta-feira (27). 
Nenhuma notícia sobre a convocação da greve, nem sobre os eventuais efeitos que pode causar 
em áreas de interesse do espectador, como transporte, saúde e educação, foi ao ar", lembra o 
colunista Maurício Stycer, especialista em televisão; Globo decidiu ignorar a greve geral, que é 
também um protesto também contra o seu governo – uma vez que Michel Temer representa 
um projeto de poder e uma agenda econômica da própria Globo; em sua história, Globo 
apoiou o golpe militar de 1964, pelo qual se desculpou 50 anos depois, e o golpe de 2016, assim 
como escondeu as manifestações pelas diretas, da mesma forma em que esconde a greve

247 – A greve geral que paralisa ônibus, metrô, aeroportos, indústrias, bancos e escolas não existe na 
Globo. A emissora da família Marinho decidiu simplesmente ignorar o tema, em seus noticiários.
"Pois os telejornais da Globo ignoraram completamente o tema nesta quinta-feira (27). Nenhuma 
notícia sobre a convocação da greve, nem sobre os eventuais efeitos que pode causar em áreas de 
interesse do espectador, como transporte, saúde e educação, foi ao ar", diz o colunista Maurício 
Stycer, especialista em televisão. "O blog não conseguiu apurar o que levou a Globo a tomar uma 
decisão tão drástica. Mas parece claro, nos dias de hoje, com tantas fontes de informação 
disponíveis, que o silêncio da maior emissora do país faz mais barulho do que qualquer notícia que 
ela tivesse dado sobre o assunto."
A decisão da Globo pode ter sido tomada em razão de a greve geral ser também um protesto contra o 
seu próprio governo, uma vez que a Globo foi peça central para a deposição da presidente legítima 
Dilma Rousseff e para a ascensão de Michel Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros.
Em sua história, Globo apoiou o golpe militar de 1964, pelo qual se desculpou 50 anos depois, e o 
golpe de 2016, assim como escondeu as manifestações pelas diretas, da mesma forma em que 
esconde a greve desta sexta-feira, que pode ser a maior da história
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